Ex-árbitro Mike Dean assume e erro e diz que não chamou colega para poupar "mais sofrimento"

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Ex-árbitro Mike Dean assume e erro e diz que não chamou colega para poupar "mais sofrimento"
O incidente aconteceu num canto
O incidente aconteceu num canto
Reuters
O antigo árbitro da Premier League, Mike Dean, disse que decidiu não alertar um colega de profissão para uma análise incorreta através do sistema VAR durante o jogo da época passada entre o Chelsea e o Tottenham Hotspur, porque queria poupá-lo a "mais sofrimento".

Dean foi o VAR do empate (2-2) em Stamford Bridge, em agosto passado, quando Cristian Romero, do Tottenham, puxou o defesa do Chelsea Marc Cucurella e derrubou-o na sequência de um canto. A falta não foi assinalada pelo árbitro e os spurs marcaram o golo do empate no final do jogo.

"Perdi o estúpido puxão de cabelo no jogo do Chelsea contra o Tottenham, que foi patético do meu ponto de vista", disse Dean ao podcast Up Front. "É uma daquelas situações em que, se eu tivesse tempo de novo, o que faria? Mandava o Anthony ao ecrã. Disse ao Anthony depois: Não queria mandar-te ao ecrã depois do que se passou no jogo. Não o queria mandar porque ele é amigo e também árbitro, e acho que não o queria mandar porque não queria ter mais problemas do que ele já tinha".

Em comunicado, o organismo de árbitros Professional Game Match Officials Limited (PGMOL) disse que refutava qualquer sugestão de que os árbitros do VAR não intervêm quando detetam um erro óbvio.

"Os árbitros de vídeo são submetidos a uma formação extensiva, centrada inteiramente no trabalho efetivo com a equipa de árbitros em campo para retificar erros claros e óbvios", afirmou a PGMOL. "Quando os VAR identificam um erro claro e óbvio por parte da equipa de árbitros em campo, devem intervir e recomendar uma revisão pelo árbitro".

Dean, que arbitrou mais de 550 jogos na primeira divisão e tornou-se árbitro do VAR a tempo integral na temporada passada, foi suspenso durante dois meses após a polémica partida. Em julho, o PGMOL disse que Dean ia abandonar o cargo e deixar o corpo de árbitros.

"Foi um erro grave. Se não marcarem um golo no canto, o problema não é tão grande", disse Dean, que reconheceu o erro na altura do incidente. "Eu sabia muito bem que seria despedido na semana seguinte. Pedi para tirar um pouco de folga porque não era para mim".

O antigo árbitro disse que o papel do VAR o deixou a "temer" os dias de jogo.

"Costumava entrar no carro à sexta-feira e temia o sábado. Pensava: Espero que não aconteça nada", acrescentou. "Costumava ficar petrificado sentado na cadeira".