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Glasner, que conduziu o Palace à conquista da Taça de Inglaterra na época passada, o primeiro grande troféu nos 164 anos de história do clube, anunciou na sexta-feira que vai sair no final da temporada.
Confirmou também na véspera da deslocação a Sunderland que o defesa Marc Guehi, capitão de equipa, está prestes a juntar-se ao Manchester City – mais uma saída de peso no plantel.
"Sinto que estamos a ser completamente abandonados", disse à BBC: "Não posso culpar nenhum jogador. Deram tudo o que podiam, e isto já dura há semanas e meses. Temos 12, 13 jogadores disponíveis do plantel, e não sentimos qualquer apoio. O pior é vender o nosso capitão um dia antes de disputar um jogo da Premier League. Estamos a preparar-nos, é a primeira semana completa de treinos desde setembro, e depois vendemos o nosso capitão um dia antes de um jogo. Não consigo compreender isto."
O City aceitou pagar 20 milhões de euros por Guehi, que esteve perto de se juntar ao Liverpool no ano passado, antes do negócio cair por terra à última hora. Eberechi Eze, que marcou o golo decisivo na final da Taça frente ao Manchester City, foi vendido ao Arsenal em agosto.
"Sempre mantive o silêncio, mas não posso, porque tenho de defender estes jogadores, pois foi o 35.º jogo hoje", afirmou: "Se te arrancam o coração duas vezes numa época, um dia antes de um jogo, foi com o Eze no verão, agora foi com o Guehi... O que devo dizer aos jogadores constantemente? O que lhes devo dizer? E depois vejo a exibição de hoje durante 50, 60 minutos – não foi fácil com todas as circunstâncias que se vivem aqui, com apenas 12 jogadores do plantel. Olho para o banco, não posso reagir, só miúdos no banco, e isto não aconteceu ontem, já vem de há semanas. Por isso é que estou mesmo frustrado hoje."
Questionado se vai sair antes do fim da temporada, Glasner respondeu: "Não, nunca, jamais. Vou ficar com este grupo de jogadores até ao fim."
