Recorde aqui as incidências do encontro
Com Bruno Fernandes e Diogo Dalot no onze de Ruben Amorim para dar a volta à sequência de três jogos sem vencer, os red devils não tiveram a melhor entrada frente à turma de Olivier Glasner que venceu quatro dos últimos seis jogos para todas as competições. Apesar disso, o primeiro aviso foi dado por Casemiro, logo ao primeiro minuto, num lance confuso na pequena área resolvido por uma grande defesa de Dean Henderson.

Depois disso, só deu Crystal Palace liderado por um imponente Jean Philippe-Mateta que ia dando água pela barba à dupla de centrais composta por Lenny Yoro e De Ligt. O francês brilhou primeiro - ao impedir que o remate de Yeremy Pino acabasse em golo -, antes de borrar a pintura e cometer uma grande penalidade disparatada sobre o possante avançado. Um duplo toque na primeira cobrança obrigou à repetição do castigo máximo, calmamente convertido por Mateta, aos 36 minutos.
A conversa de Amorim ao intervalo parece ter surtido efeito tendo em conta a reentrada no segundo tempo. Mais esclarecido e, sobretudo, com mais Bruno Fernandes em jogo, o United não demorou nem 10 minutos a chegar ao empate, quando o internacional português levantou um livre para Zirkzee na grande área. O avançado neerlandês dominou de peito e, de ângulo apertado, encontrou o buraco da agulha para se estrear a marcar esta época, aos 54'.
Motivados pelo golo, os red devils voltariam a marcar pouco depois através de uma bola parada demorada. Num livre à entrada da área, Bruno Fernandes e Mount levaram o seu tempo a decidir o que fazer e surpreenderam a barreira com o passe do português para o remate rasteiro do inglês que passou no meio da barreira e bateu Henderson.
Depois disso, o Manchester United limitou-se a gerir a vantagem reforçando o setor defensivo a partir do banco e explorando o contra-golpe sem correr demasiados riscos. O Crystal Palace ficou atónito com a reviravola e não voltou a encontrar-se desde que o árbitro apitou para o fim da primeira parte.

