Ser o jogador com mais jogos disputados numa competição está ao alcance de muito poucos. E se falarmos da Premier League, esse feito pertence apenas a duas pessoas. Esta quarta-feira, James Milner igualou os 653 jogos de Gareth Barry na principal competição inglesa.
Desde 10 de novembro de 2002, quando se estreou na vitória do Leeds United frente ao West Ham com apenas 16 anos, até este 11 de fevereiro de 2026, mais de 23 anos depois, no encontro entre o Aston Villa e o Brighton.
Leeds United (48), Newcastle (94), Aston Villa (100), Manchester City (147), Liverpool (230) e Brighton (34). Seis clubes que apostaram naquele que é, hoje, uma lenda da Premier League, o futebolista com mais jogos desde a fundação da competição.

Milner igualou os 653 jogos que tinha outra lenda do futebol inglês, Gareth Barry. Atrás ficam outros nomes históricos como Ryan Giggs (632), Frank Lampard (609) ou David James (572), os outros futebolistas que completam o top 5 da Premier League.
Trabalhador incansável, Milner nunca foi um dos eleitos do futebol mundial. Pelo seu esforço, quer a jogar nas alas, quer a construir jogo pelo centro, tornou-se numa daquelas peças que todos os treinadores desejam ter.
Só assim se compreende o impacto que teve em dois dos maiores clubes ingleses, o Manchester City e o Liverpool. Foi nos reds que exibiu o seu melhor futebol e onde alcançou o maior sucesso, a Premier League. Antes disso, já tinha conquistado duas Premier com os sky blues e, mais tarde, outra com os reds. A este palmarés juntam-se ainda uma Supertaça Europeia, um Mundial de Clubes, duas Taças de Inglaterra, duas Taças da Liga inglesa e duas Supertaças.
Ao longo da sua carreira na Premier League, Milner marcou 56 golos, fez 76 assistências e, nos 652 jogos anteriores a este, apenas viu três cartões vermelhos, dois ao serviço do Liverpool e um pelo Manchester City.
A tudo isto junta-se ainda o recorde de ser o futebolista que mais treinadores teve ao longo da carreira, com 21, contando com os interinos, superando os 19 de Ben Foster e os 18 de Jermain Defoe.
