Nottingham Forest 0-1 Liverpool
Uma alteração tardia no onze inicial, após a lesão de Florian Wirtz no aquecimento, travou um pouco o ímpeto do Liverpool nos primeiros minutos. Para além de um cabeceamento desajeitado de Hugo Ekitké que passou inofensivamente por cima da barra, a equipa teve dificuldades para criar muitas oportunidades. O primeiro sinal de verdadeiro perigo surgiu para o Forest, num remate potente de Murillo, que tinha a direção certa, teve de ser travado por um jogador do Liverpool.

Uma série de paragens por lesões interrompeu o ritmo durante a maior parte da primeira parte, mas apesar dos anfitriões terem rematado por 12 vezes, Alisson não foi muito incomodado na baliza. O Forest foi para o intervalo com um certo sentimento de injustiça, depois de ter dominado a maior parte da primeira parte, e quase conseguiu o que merecia nos descontos, quando o remate poderoso de Elliot Anderson passou a rasar a barra.
As palavras de Arne Slot claramente surtiram no Liverpool no reatamento, já que a segunda parte começou da mesma forma que a primeira terminou - com o Forest em ascensão. Uma oportunidade de ouro também se apresentou, quando o cruzamento preciso de Callum Hudson-Odoi encontrou a cabeça de Nikola Milenković, mas o remate saiu a rasar o poste. As ocasiões foram poucas durante toda a partida, numa exibição cinzenta do Liverpool. Slot recorreu ao banco de suplentes, sem que as alterações tenham surtido grande efeito.

Na sua estreia no comando da Premier League, Pereira seguiu os passos do seu colega e fez uma série de alterações numa tentativa desesperada de encontrar o golo da vitória nos minutos finais. Em vez disso, depois de Morgan Gibbs-White e Ibrahim Sangaré falharem tentativas tardias, Mac Allister colocou a bola no fundo das redes num lance fortuito, numa tentativa de alívio de Ola Aina contra o argentino, mas o VAR anulou o lance por mão na bola.
Mas o futebol é muitas vezes imprevisível e Mac Allister reapareceu nos instantes finais para marcar o golo da vitória, aproveitando um ressalto após cabeceamento de Van Dijk para marcar o primeiro golo da época no campeonato. Com este resultado, os reds mantêm-se na luta pelos quatro primeiros lugares e o Forest fica a apenas dois pontos da zona de despromoção.
Sunderland 1-3 Fulham
Depois de perder a invencibilidade caseira frente ao Liverpol, a confiança do Sunderland estava em baixo, com apenas um remate à baliza entre as duas equipas na primeira parte. Noah Sadiki atirou para defesa fácil de Bernd Leno e, tirando isso, não houve muitos mais remates da parte dos black cats, que ainda perderam Nordi Mukiele e Jocelin Ta Bi por lesão. Na turma de Marc Silva, Kevin também teve de sair pelo mesmo motivo, depois de ter tido a melhor ocasião ppara marcar antes do intervalo, rematando para fora de um ângulo difícil.

Na segunda parte, um dos suplentes da equipa da casa Romaine Mundle perdeu uma grande oportunidade de colocar a sua equipa em vantagem, mas, de alguma forma, rematou para fora à queima.roupa. A situação viria a revelar-se custosa, já que Raúl Jiménez marcou dois golos rápidos. O mexicano tinha marcado os oito golos anteriores de cabeça ou de grande penalidade, e desta vez conseguiu um de cada, cabeceando para o fundo das redes após um canto cobrado por Alex Iwobi.
O primeiro bis desde janeiro de 2025 chegou pouco depois, enganando Robin Roefs no penálti. Os atordoados black cats tentaram ao máximo voltar ao jogo, e depois de Nilson Angulo rematar por cima da baliz, Daniel Ballard foi derrubado por Ryan Sessegnon, resultando no segundo penálti da tarde. Enzo Le Fée não desperdiçou a oportunidade e rematou a bola para fora do alcance de Leno.
Mas o Fulham garantiu a vitória com um contra-ataque mortal pouco depois, quando Harry Wilson serviu Iwobi, que picou delicadamente sobre o guarda-redes Roefs. O Sunderland não teve resposta desta vez, e o resultado faz com que os cottagers ultrapassem os anfitriões na tabela.

Crystal Palace 1-0 Wolves
José Sá foi o único português em campo e sofreu um susto logo nos primeiros primeiros, quando um mau passe de Mosquera deixou a bola à mercê de Yeremy Pino, cujo chapéu saiu por cima da barra. Os eagles águias continuaram a dominar e ficaram muito perto de inaugurar o marcador, mas Hugo Bueno impediu a finalização certeira de Ismaila Sarr.

Os visitantes cresceram e colocaram à prova Dean Henderson em remates de Tolu Arokodare e Jean-Ricner Bellegarde, enquanto Yeremy Pino acertou na trave do outro lado. Perto do intervalo, Adam Wharton derrubou Mateus Mané dentro de área e concedeu grande penalidade, mas Dean Henderson agigantou-se para amarrar a cobrança fraca de Arokodare.
A segunda parte demorou a encontrar o seu rimo, mas após os 60 minutos, os forasteiros sofreram um duro golpe quando o defesa Ladislav Krejčí recebeu o segundo cartão amarelo por pontapear a bola para longe sem necessidade. Isto deveria ter dado à equipa de Oliver Glasner um impulso extra, mas continuaram a ter dificuldades ofensivas. Até que, no último minuto, uma jogada construída pelo lado esquerdo terminou com um cruzamento rasteiro para um desvio à queima-roupa do recém-entrado Guessand, que quebrou a resistência de José Sá.
Esta vitória no último minuto fez com que o Palace terminasse a série de oito jogos sem vencer em casa, subindo uma posição para o 13.º lugar e abrindo uma vantagem de 10 pontos para a zona de despromoção. Entretanto, um desanimado Wolves não vence há 16 jogos fora na Premier League e, apesar desta prestação, está agora a 19 pontos da zona de segurança, com apenas 10 jogos por disputar.

