Recorde as incidências da partida
Como dita o velho cliché do futebol, quando a sorte não está do teu lado, não está mesmo, e o Burnley, envolvido na luta pela permanência, sentiu isso logo nos minutos iniciais. Nem sequer tinham passado 10 minutos quando um enorme golpe de azar se abateu sobre os visitantes: um remate de Habib Diarra desviou na perna esticada de Axel Tuanzebe e traiu Martin Dúbravka na baliza do Burnley. A reação da equipa de Scott Parker foi praticamente inexistente, e o Sunderland continuou por cima, ficando perto de aumentar a vantagem quando Chemsdine Talbi, com total liberdade na área adversária, atirou ao lado.

Os Black Cats acabaram por materializar a superioridade pouco depois da meia hora, novamente por intermédio de Diarra, que bisou na partida. O médio dominou a bola com um toque antes de disparar um remate forte e colocado, demasiado difícil para Dúbravka segurar. O apito para o intervalo soou com um dado revelador: o Burnley tinha apenas dois toques na área do Sunderland em toda a primeira parte, o que tornou ainda mais difícil de compreender a decisão de Parker em lançar, ao intervalo, o médio mais defensivo Josh Laurent na tentativa de mudar o rumo do jogo.
Seria injusto dizer que a alteração não teve qualquer efeito positivo, já que o Burnley entrou melhor na segunda parte, mas a verdade é que a sua capacidade ofensiva continuou muito limitada. A primeira grande oportunidade do segundo tempo voltou a pertencer ao Sunderland, com Brian Brobbey a ganhar espaço na área e a obrigar Dúbravka a uma boa defesa, antes de Nordi Mukiele desperdiçar a recarga, atirando por cima da trave. Qualquer esperança restante dos visitantes dissipou-se a cerca de 20 minutos do fim, quando Chemsdine Talbi assinou um magnífico remate em arco, de fora da área, que só parou no ângulo da baliza.

O terceiro golo matou definitivamente o encontro e a derrota poderia ter sido ainda mais pesada para o Burnley, que só não sofreu o quarto graças a um corte decisivo de Maxime Estève, a evitar um golo certo de Trai Hume. Esse lance poupou alguma humilhação adicional, mas perder por 3-0 fora de casa frente a uma equipa que subiu com eles na época passada já foi, por si só, suficientemente penoso. O Sunderland espera que este triunfo dê novo fôlego à sua caminhada europeia e, como a única equipa ainda invencível em casa na Premier League esta temporada (7 vitórias e 5 empates), tem bases sólidas para continuar a construir.

