O City, uma das principais equipas inglesas, foi acusado em fevereiro de 2023 de mais de uma centena de alegadas infrações às regras financeiras da Premier League, tendo o clube negado veementemente todas as acusações.
No entanto, mais de três anos depois, ainda não foram divulgados quaisquer vereditos, com uma comissão independente a analisar o caso entre setembro e dezembro de 2024.
Tebas afirmou que o seu problema não era tanto o tempo que está a ser necessário para tomar uma decisão, mas sim o facto de o processo prolongado ter criado "incerteza" quanto à aplicação das regras, com outros clubes a serem acusados e sancionados por infrações durante o mesmo período.
"Compreendo que é uma falha (de governação) – isto aconteceu com o Manchester City e os outros clubes estão a observar, a ouvir e a prestar atenção", disse Tebas na quinta-feira, durante uma conferência de imprensa no Financial Times Business of Football Summit em Londres.
"(Os outros clubes) estão a ser multados, a perder pontos, e isso é justo se não cumprirem as regras. Mas o Manchester City tem impunidade. Falo com muitos clubes da Premier League e a maioria também não compreende esta situação. Isso enfraquece a instituição".
O responsável máximo do futebol espanhol acrescentou: "Não é apenas o atraso, é a situação geral. Quando uma grande instituição como a Premier League precisa de regras para o fair play financeiro, é fundamental haver muita segurança jurídica na competição e entre os clubes".
O City já afirmou anteriormente que possui um "conjunto abrangente de provas irrefutáveis" para demonstrar que não cometeu qualquer irregularidade.
O diretor executivo da Premier League, Richard Masters, foi questionado sobre o caso do City quando participou no mesmo evento, mais tarde na quinta-feira.
"Não posso falar sobre isso, nem sobre o tempo que está a demorar", afirmou.
Quando lhe perguntaram se o caso levou a Premier League a ponderar formas de tornar o processo mais rápido caso surja uma situação semelhante no futuro, Masters respondeu: "Não posso comentar. Depois de três anos sem comentar, não vou começar agora".
"Deixando de lado esse caso específico, qualquer regulador quer que o seu sistema judicial seja eficiente e funcione rapidamente. É tudo o que posso dizer".
