Tudor justifica corridas sem bola no treino: "Nunca é castigo"

O treinador interino do Tottenham, Igor Tudor
O treinador interino do Tottenham, Igor TudorAction Images via Reuters / Peter Cziborra

O treinador interino do Tottenham, Igor Tudor, reconheceu que a sua equipa, em dificuldades, não está em boa forma física e prometeu "meter gasolina no motor" para evitar a descida de divisão.

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Tudor chegou ao norte de Londres com o Tottenham envolvido numa luta para evitar jogar no segundo escalão pela primeira vez desde 1977/78.

O Tottenham venceu apenas dois dos últimos 18 jogos na Premier League e está apenas quatro pontos acima da zona de despromoção antes da deslocação de domingo ao Fulham. Tudor, contratado temporariamente para substituir o despedido Thomas Frank, sabe que a condição física dos seus jogadores é fundamental para as aspirações de evitar a descida.

Conhecido por exigir sempre grande intensidade, o croata admitiu que o plantel não tem conseguido corresponder ao nível necessário.

"Fisicamente, acredito que não estamos numa situação fantástica", afirmou Tudor: "Disputaram muitos jogos recentemente sem muitos jogadores disponíveis, o que fez com que a condição física da equipa tenha baixado. Por isso, temos de aproveitar este período sem jogos para meter gasolina no motor e fazer com que o motor comece a funcionar melhor. Estão fatigados. Para pressionar alto é preciso estar em boa forma, mas todos, porque se alguém não está na melhor condição, há um problema, pois alguém chega atrasado. Com certeza vamos melhorar e fazer estas coisas melhor com o tempo, mas neste momento é uma grande dúvida o que conseguimos ou não fazer."

Já circulam vídeos de Tudor a pôr os jogadores do Tottenham a fazer corridas nos treinos, em imagens que fazem lembrar a pré-época.

Tendo em conta a tendência do Tottenham para fazer apenas uma parte forte nos jogos sob o comando de Frank, a falta de preparação física não é um problema novo.

Tudor rejeitou as sugestões de que os seus métodos possam ser demasiado exigentes para o grupo numa época tão desgastante.

"Não, nunca é castigo. É a única forma – correr. O relvado tem 100 jardas. Aqui dizem jardas, 100 jardas, é longo, por isso é preciso correr", explicou: "Há hábitos. Talvez tenhas o hábito de... não sei... trabalhar um pouco menos? Eu meto algumas corridas sem bola. Os jogadores nunca gostam de correr sem bola!"