O antigo treinador da Juventus foi nomeado até ao final da época, depois de os Spurs terem caído para o 16.º lugar da tabela sob o comando de Thomas Frank, despedido na semana passada.
Tudor vai ter uma estreia de fogo em casa frente ao líder Arsenal, no dérbi do norte de Londres, no domingo.
No entanto, garantiu que não há espaço para desculpas, apesar da longa lista de lesionados que condicionou os oito meses de Frank no cargo.
"Tenho de ser, juntamente com a minha equipa técnica, muito inteligente para encontrar a melhor solução possível num espaço de tempo muito curto", afirmou Tudor ao canal interno do Tottenham.
"Vim para aqui ciente de que a situação não é fácil. Não há tempo para procurar desculpas. O que disse desde o primeiro dia é que cada um de nós tem de dar algo mais, um esforço extra".
Os Spurs têm uma vantagem de cinco pontos sobre o West Ham na luta para evitar a descida.
No entanto, os Hammers somaram mais sete pontos do que o Tottenham nas últimas oito jornadas, tendo dado a volta por cima sob o comando de Nuno Espírito Santo.
Por sua vez, os Spurs venceram apenas dois dos últimos 17 jogos da Premier League.
"A posição do clube neste momento é algo que ninguém pode aceitar", acrescentou Tudor, que também foi despedido da Juventus esta época após apenas sete meses no cargo.
"Nenhum adepto do Tottenham pode aceitar esta situação. Temos consciência disso. Mas não basta apenas ter consciência disso".
"A situação é complicada porque temos muitos jogadores lesionados, por isso, primeiro, temos de encontrar o melhor sistema para os jogadores que estão disponíveis neste momento".
O capitão Cristian Romero está suspenso para a receção ao Arsenal, enquanto James Maddison, Dejan Kulusevski, Mohammed Kudus, Richarlison, Rodrigo Bentancur e Lucas Bergvall estão entre os jogadores que deverão falhar o encontro devido a lesão.

