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Neste mercado de inverno, a transferência mais mediática de um futebolista polaco foi, até ao momento, a mudança do jovem Oskar Pietuszewski, de 17 anos, do Jagiellonia Białystok para o FC Porto por 10 milhões de euros. No clube português formou-se um trio polaco, já que a dupla de centrais dos dragões é composta por Jan Bednarek e Jakub Kiwior. Błaszczykowski também viveu uma situação semelhante, pois no Borussia Dortmund jogou ao lado de Łukasz Piszczek e Robert Lewandowski.
"Seria ótimo se deixássemos de falar tanto do trio do Borussia e passássemos a referir mais vezes o do FC Porto. Parece-me que foi uma decisão ponderada. Desejo ao Oskar que evolua e jogue de acordo com o seu potencial. Nota-se que tem um enorme talento. No entanto, ainda tem muito trabalho pela frente", começou por dizer Błaszczykowski à PAP.
"Penso que a transição da primeira divisão polaca para a Liga portuguesa vai ser grande e vão surgir momentos mais difíceis. Mas acredito profundamente que vai conseguir superar esses desafios, porque já mostrou que tem um potencial enorme. Estou a torcer para que o demonstre no clube e, no futuro, também na seleção", reforçou.

Mundial-2026 e final de carreira
Błaszczykowski teceu ainda comentários sobre o novo formato do Campeonato do Mundo, onde vão participar pela primeira vez 48 equipas, incluindo algumas mais exóticas, como o Haiti, o Uzbequistão, a Jordânia ou Cabo Verde. Por isso, surgiram dúvidas quanto ao nível dos jogos durante o torneio no Canadá, Estados Unidos e México.
"Não sou a favor de aumentar o número de equipas participantes no Mundial. Em primeiro lugar, porque os jogos vão perder atratividade. Em segundo, olhando da perspetiva de um ex-jogador, continuam a acrescentar-se mais encontros. Nós não somos máquinas, somos pessoas. Chamo a atenção para o facto de que isso pode ter consequências negativas para a saúde dos jogadores", observou.

No final da carreira, Błaszczykowski foi frequentemente afetado por lesões e acabou por deixar de jogar futebol profissional aos 37 anos, embora alguns jogadores do seu ano (1985) continuem a competir ao mais alto nível. Cristiano Ronaldo é o melhor marcador do Al-Nassr e continua a representar a seleção de Portugal, enquanto Luka Modrić joga no AC Milan e na seleção da Croácia.
"Não me arrependo de ter terminado a carreira naquela altura. Fico muito feliz por ter podido correr atrás da bola durante tantos anos, por isso encaro tudo com tranquilidade. Sempre dei tudo a 100 por cento, por isso não tenho pensamentos de arrependimento, porque conheço o meu corpo e sei que cheguei ao limite. Fiz tudo o que estava ao meu alcance", concluiu Kuba, que disputou 109 jogos pela seleção da Polónia, marcou 21 golos e participou em três grandes torneios: o Euro-2012 na Polónia e na Ucrânia, o de 2016 em França e o Mundial-2018 na Rússia.
