Independentemente do momento de forma, cada jogador sabe que, se for convocado para representar o seu país e conseguir uma exibição ao nível da de James Rodriguez pela Colômbia em 2014, pode estar prestes a garantir um grande contrato.
Olhares do planeta no Mundial-2026
Jogadores que se aproximam do final da carreira e procuram uma última oportunidade, outros no auge que pretendem tirar partido de contratos mais vantajosos, ou ainda aqueles que estão a terminar os seus vínculos e podem negociar com outros clubes... todos estarão, sem dúvida, totalmente focados no torneio de futebol que vai captar a atenção do mundo inteiro.
Tendo em conta que o Mundial deste ano também se realiza nos Estados Unidos, Christian Pulisic deverá ser um dos jogadores mais cobiçados.
O jogador de 27 anos tem sido uma revelação no AC Milan, clube que representa após sair do Chelsea no início da época 2023/24 da Serie A.
De facto, a meio de janeiro deste ano, oito golos em 14 jogos da Serie A até então significavam um golo a cada 98,3 minutos, um registo ainda melhor do que o de Erling Haaland, que marcava a cada 101,5 minutos.
42 golos e 22 assistências em 121 jogos
Ao serviço do gigante italiano, o norte-americano já apontou 42 golos e fez 22 assistências em 121 partidas em todas as competições, um excelente registo para um jogador que atua maioritariamente como extremo ou número 10.
Com 27 anos, está teoricamente a entrar no auge da carreira, pelo que não surpreende que os tubarões da Premier League já estejam atentos, com o objetivo de garantir o seu concurso a partir do início da época 2026/27.
As primeiras informações indicam que tanto o Manchester United, como o Tottenham e o Arsenal estão interessados em trazê-lo de volta ao principal escalão inglês e, embora o Milan não tenha rejeitado de forma categórica a possibilidade de perder um dos seus principais jogadores, parece claro que os rossoneri só aceitam negociar Pulisic por valores nunca inferiores a 70-80 milhões de euros.
Contrato a aproximar-se do fim
Um investimento tão elevado exige ponderação, mas tendo em conta que o contrato com o gigante italiano termina no verão de 2027, é perfeitamente possível que os interessados tentem baixar esse valor.
O Milan não quererá perder Pulisic um ano depois sem qualquer compensação, mas as suas finanças já não estão tão frágeis como há uns anos, pelo que se perspetiva um jogo de paciência em torno de uma eventual transferência.

Se a direção dos rossoneri mantiver a sua posição, o que mais poderá o jogador oferecer para justificar o investimento?
A polivalência é um atributo muitas vezes subvalorizado no futebol atual; no entanto, Pulisic adapta-se facilmente a sistemas como 3-5-2, 4-2-3-1 ou 4-3-3.
Versátil e trabalhador
A sua capacidade para encontrar espaços entre linhas tornou-se uma das principais características do seu jogo, permitindo-lhe escolher quase sempre o passe certo ou avançar para enfrentar o adversário direto.
Ao atrair adversários, tem permitido a jogadores como Ruben Loftus-Cheek, Alexis Saelemaekers e outros explorarem os espaços deixados atrás da linha defensiva.
Com uma percentagem de passes completos quase sempre na ordem dos 80% desde que chegou a San Siro, acrescentou ao seu jogo um lado à De Bruyne, que tem ajudado os rossoneri a subir na tabela da Serie A esta época, na perseguição ao rival Inter.

A sua precisão de remate nunca desceu abaixo dos 60% em Itália e a eficácia de finalização tem vindo a melhorar, atingindo os 40%, o que reforça ainda mais o seu contributo positivo.
Com 295 recuperações de bola e quase metade dos 921 duelos individuais ganhos, fica claro que há aspetos do seu jogo que muitas vezes passam despercebidos. De facto, é inegável que Pulisic oferece um pacote completo.
Um jogador disposto a meter o pé e a fazer o trabalho sujo quando necessário, mas que também possui um conjunto de qualidades técnicas que complementam na perfeição os seus colegas de ataque... e tudo isto na idade certa e com a experiência exigida ao mais alto nível europeu.

Se nada estiver decidido antes do Mundial, não será surpresa que o jogador de 27 anos tenha vários clubes à escolha para prosseguir a carreira.
Se será em Londres, cidade que conhece bem, em Manchester para ajudar a recuperação de um clube outrora grande, ou noutro local, só o tempo o dirá.

