Análise: Roma-Nápoles e a importância de marcar o primeiro golo do jogo

Roma-Nápoles: Paulo Dybala regressa, Zambo Anguissa fica de fora
Roma-Nápoles: Paulo Dybala regressa, Zambo Anguissa fica de foraTIZIANA FABI / AFP

A Roma, no segundo lugar atrás do AC Milan que tem um jogo a mais, e o Nápoles, terceiro a dois pontos, vão defrontar-se após um arranque em que somam pelo menos 25 pontos antes da 15.ª jornada pela primeira vez na história da competição. Antes do jogo dos rossoneri, os giallorossi lideravam isolados, um feito que não acontecia há mais de dez anos, desde a era de Rudi Garcia na época 2015/16.

Os azzurri, por sua vez, têm evidenciado algumas dificuldades fora de casa: três derrotas nos últimos quatro jogos longe do Maradona, com o último golo de bola corrida a datar de setembro frente à Fiorentina.

A análise de dados mostra como assumir a dianteira pode ser determinante para o desfecho do encontro, os momentos-chave em que pode surgir o lance decisivo e o impacto de jogadores fundamentais como Dybala (que regressa) e Anguissa (que estará ausente) nas respetivas equipas.

O topo da classificação da Serie A
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O dado-chave

Um dado fundamental sobressai da análise estatística: Roma e Nápoles são as únicas equipas – juntamente com o Sassuolo – que nunca perderam pontos depois de marcarem primeiro. Os giallorossi inauguraram o marcador em oito das nove vitórias que somaram esta época, confirmando a importância de começar em vantagem.

No plano ofensivo, o Nápoles marcou 19 golos, dos quais 73,7% dentro da área; este valor sobe para 80% no caso dos 15 golos apontados pela Roma. Os momentos em que as equipas encontram o caminho do golo diferem: a Roma prefere a zona central de cada parte (dos 16 aos 30 minutos e dos 61 aos 75): mais de 50% dos seus golos surgiram nestes períodos.

O Nápoles de Antonio Conte tem o seu período mais produtivo entre os 31 e os 75 minutos (68,5%), marcando pouco no primeiro quarto de hora (10,5%) e no último (10,5%), fases em que a Roma, pelo contrário, concede mais (em ambos os casos 33,3%, totalizando 66,6%).

No capítulo defensivo, o Nápoles sofreu 11 golos, todos dentro da área (81,8% em jogadas, 18,2% de penálti), enquanto a Roma encaixou seis, dos quais 33% de fora da área. A equipa de Gian Piero Gasperini consentiu um terço dos golos em lances de canto ou lançamentos laterais, um pormenor a ter em conta para possíveis jogadas de bola parada.

Foco nos jogadores

A ausência de Franck Anguissa é, sem dúvida, um enorme revés para Conte. No entanto, os dados evidenciam a resiliência do Nápoles. Desde a época 2021/22 até hoje, nos 141 jogos com Anguissa, os partenopei venceram 58,2% das partidas, com uma média de 1,7 golos marcados e 0,9 sofridos por encontro.

Nos 23 jogos sem ele, o Nápoles alcançou 65,2% de vitórias, com 2 golos marcados e 1 sofrido em média por partida. Isto não significa que a equipa seja mais forte sem um dos seus líderes do meio-campo, mas demonstra que os azzurri souberam adaptar-se e dar o máximo mesmo na sua ausência.

Zona de toques de Anguissa
Zona de toques de AnguissaOpta

Gasperini, por seu lado, poderá voltar a contar com Paulo Dybala. Nos 85 jogos com o argentino, desde a época 2022/23 até ao presente, os giallorossi venceram 51,8% dos encontros, com uma média de 1,6 golos marcados e 1,1 sofridos; nas 41 partidas sem la joya, a percentagem de vitórias mantém-se semelhante (51,6%), mas os golos marcados descem para 1,3 e os sofridos para 0,8.

Para a Dybala aplica-se o mesmo raciocínio de Zambo. É verdade que sem ele os números da Roma não pioram, mas isso não significa que a sua presença em campo não seja fundamental, tanto a nível emocional para os colegas como como elemento dissuasor para o adversário.

Os números de Dybala
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