Os azzurri, por sua vez, têm evidenciado algumas dificuldades fora de casa: três derrotas nos últimos quatro jogos longe do Maradona, com o último golo de bola corrida a datar de setembro frente à Fiorentina.
A análise de dados mostra como assumir a dianteira pode ser determinante para o desfecho do encontro, os momentos-chave em que pode surgir o lance decisivo e o impacto de jogadores fundamentais como Dybala (que regressa) e Anguissa (que estará ausente) nas respetivas equipas.

O dado-chave
Um dado fundamental sobressai da análise estatística: Roma e Nápoles são as únicas equipas – juntamente com o Sassuolo – que nunca perderam pontos depois de marcarem primeiro. Os giallorossi inauguraram o marcador em oito das nove vitórias que somaram esta época, confirmando a importância de começar em vantagem.
No plano ofensivo, o Nápoles marcou 19 golos, dos quais 73,7% dentro da área; este valor sobe para 80% no caso dos 15 golos apontados pela Roma. Os momentos em que as equipas encontram o caminho do golo diferem: a Roma prefere a zona central de cada parte (dos 16 aos 30 minutos e dos 61 aos 75): mais de 50% dos seus golos surgiram nestes períodos.
O Nápoles de Antonio Conte tem o seu período mais produtivo entre os 31 e os 75 minutos (68,5%), marcando pouco no primeiro quarto de hora (10,5%) e no último (10,5%), fases em que a Roma, pelo contrário, concede mais (em ambos os casos 33,3%, totalizando 66,6%).
No capítulo defensivo, o Nápoles sofreu 11 golos, todos dentro da área (81,8% em jogadas, 18,2% de penálti), enquanto a Roma encaixou seis, dos quais 33% de fora da área. A equipa de Gian Piero Gasperini consentiu um terço dos golos em lances de canto ou lançamentos laterais, um pormenor a ter em conta para possíveis jogadas de bola parada.
Foco nos jogadores
A ausência de Franck Anguissa é, sem dúvida, um enorme revés para Conte. No entanto, os dados evidenciam a resiliência do Nápoles. Desde a época 2021/22 até hoje, nos 141 jogos com Anguissa, os partenopei venceram 58,2% das partidas, com uma média de 1,7 golos marcados e 0,9 sofridos por encontro.
Nos 23 jogos sem ele, o Nápoles alcançou 65,2% de vitórias, com 2 golos marcados e 1 sofrido em média por partida. Isto não significa que a equipa seja mais forte sem um dos seus líderes do meio-campo, mas demonstra que os azzurri souberam adaptar-se e dar o máximo mesmo na sua ausência.

Gasperini, por seu lado, poderá voltar a contar com Paulo Dybala. Nos 85 jogos com o argentino, desde a época 2022/23 até ao presente, os giallorossi venceram 51,8% dos encontros, com uma média de 1,6 golos marcados e 1,1 sofridos; nas 41 partidas sem la joya, a percentagem de vitórias mantém-se semelhante (51,6%), mas os golos marcados descem para 1,3 e os sofridos para 0,8.
Para a Dybala aplica-se o mesmo raciocínio de Zambo. É verdade que sem ele os números da Roma não pioram, mas isso não significa que a sua presença em campo não seja fundamental, tanto a nível emocional para os colegas como como elemento dissuasor para o adversário.

