Antigo defesa culpa Conte pela onda de lesões no Nápoles

Antonio Conte dificilmente vai revalidar o título com o Nápoles.
Antonio Conte dificilmente vai revalidar o título com o Nápoles.MAIRO CINQUETTI / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

A longa lista de lesionados do Nápoles tem, segundo Alessandro Renica (63 anos), um responsável claro. O antigo defesa do clube italiano criticou duramente os métodos de treino do treinador Antonio Conte (56 anos). Na sua opinião, é precisamente o treino físico extremo sem bola que está na origem das lesões musculares dos principais jogadores.

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Nápoles tem enfrentado ausências constantes ao longo da presente época. Fora das opções estiveram ou estão Kevin De Bruyne, Zambo Anguissa, Billy Gilmour e Amir Rrahmani. De acordo com Renica, que conquistou dois títulos de campeão e uma Taça UEFA pelo clube no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, o problema reside diretamente no treinador.

"Acredito que todas as lesões estão relacionadas com os métodos de Conte. Nunca estive nos seus treinos, mas basta ouvir os jogadores. Por exemplo, De Bruyne afirmou que, em dez anos no Manchester City, não correu tanto como em três meses no Nápoles", explicou em entrevista à Stile TV. Referiu-se diretamente às reações vindas do balneário.

Segundo o antigo defesa, o grande problema é o excesso de carga física. "Demasiado treino sem bola sobrecarrega inutilmente os músculos e é aí que surgem as lesões. Tenho licença de treinador e já experimentei ambas as abordagens. Quando impus uma preparação exigente sem bola, tive muitos problemas musculares na equipa", relatou sobre a sua experiência.

Como principal exemplo, apontou o defesa central Rrahmani. "Já vai na terceira lesão muscular e é praticamente insubstituível para esta defesa. O facto de estar disponível apenas de vez em quando prejudica imenso a equipa", considera.

Conte continua a ser visto por si como um estratega de topo e um vencedor nato, mas o seu rigor físico é visto como um obstáculo. "É pena que não procure melhorar do ponto de vista físico. Não conseguir passar este ano a fase de grupos da Liga dos Campeões frente a adversários deste calibre foi um fracasso notório. Penso que este é o seu verdadeiro limite", acrescentou de forma crítica.

Segundo Renica, o plantel do Nápoles, em termos de qualidade, está ao nível do Inter de Milão, mas o grupo dizimado anulou todas as esperanças. "Quando faltam oito jogadores deste nível, torna-se extremamente difícil. Entre a eliminação da Liga dos Campeões e a atual diferença para o topo da tabela, havia margem para fazer mais esta época", concluiu.