Antonio Conte critica calendário implacável: "Estão a matar os jogadores e o futebol"

Antonio Conte, treinador do Nápoles
Antonio Conte, treinador do NápolesReuters / Ciro De Luca

O treinador do Nápoles, Antonio Conte, expressou a sua frustração depois de ver a sua equipa, fustigada por lesões, ser levada ao limite antes de garantir três pontos na Serie A, frente à Fiorentina, este sábado, alertando que o calendário sobrecarregado está a impor exigências inaceitáveis aos seus jogadores.

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Nápoles está a atravessar dificuldades devido às lesões, após uma sequência intensa de jogos, com Kevin De Bruyne, David Neres, Billy Gilmour, Andre-Frank Zambo Anguissa, Matteo Politano e Vanja Milinkovic-Savic todos fora das opções.

A situação agravou-se quando o capitão Giovanni Di Lorenzo foi retirado do relvado em grande sofrimento frente à Fiorentina, com o que parecia ser uma lesão grave no joelho.

"Não há muito a dizer, é jogo atrás de jogo, temos de continuar a utilizar jogadores que deviam estar a descansar e não podem, e isso leva a estas situações", afirmou Conte à DAZN.

"Continuo a dizer que disputar todos estes jogos mata os jogadores e mata o futebol. Se tivermos de jogar 60 partidas por ano, precisamos de um plantel maior, caso contrário é suicídio", acrescentou.

Conte referiu que a lesão de Di Lorenzo pareceu grave.

“A sensação é que ele fez um dano sério ao joelho, e é o ligamento cruzado. É uma lesão feia", lamentou o treinador.

Os clubes parecem não perceber que isto é como um cão a perseguir a própria cauda. Luta-se para se qualificar para todos estes torneios e ganhar mais dinheiro, mas é efémero, porque quanto mais competições se disputa, mais jogadores se tem de contratar, mais a folha salarial aumenta", acrescentou Conte.

O técnico de 56 anos elogiou o desempenho da sua equipa.

"Estamos a falar de uma equipa que tenta fazer o melhor com o que temos à disposição. Felizmente, somámos estes pontos, mas se a época tivesse começado hoje e tivéssemos este plantel, que posição achas que o Nápoles estaria a disputar? Sê realista", afirmou.

Estamos a conseguir tapar os buracos porque estes rapazes estão a fazer coisas extraordinárias. Mais uma vez, não havia muitas opções no banco", acrescentou Conte. "O melhor é terminarmos por aqui, senão ainda digo mais alguma coisa e meto-me em sarilhos", concluiu.