Algumas horas antes, o CEO da equipa carioca, Thairo Arruda, tinha anunciado a sua saída do cargo, após notícias na imprensa brasileira sobre divergências com o proprietário do Botafogo, John Textor, relativamente a um empréstimo para cobrir essa dívida.
"Tenho excelentes notícias: a restrição de transferências foi levantada, por isso podemos concluir o nosso recrutamento para o ano de 2026", anunciou Textor num vídeo publicado na conta de X do clube, pouco depois da demissão de Arruda.
O Botafogo já não surge na base de dados onde a FIFA regista os clubes impedidos de contratar jogadores, confirmou a AFP.
Campeão em 2024 da liga brasileira e da Taça Libertadores, o Fogão atravessa dificuldades financeiras e disputas judiciais com a Eagle Football Holding, multinacional de clubes à qual pertence juntamente com o Olympique de Lyon e o Molenbeek.
Arruda despediu-se na tarde de sexta-feira do clube onde foi CEO durante quatro anos.
"Passámos por recuperações, momentos de crise, noites sem dormir, decisões difíceis. Vivemos o melhor ano da história em 2024", afirmou o ex-dirigente no Instagram.
A FIFA tinha proibido o Botafogo de inscrever novos jogadores no passado dia 31 de dezembro.
A sanção devia-se a uma dívida com o Atlanta United, da MLS, pela aquisição em 2024 de Thiago Almada, atualmente no Atlético de Madrid.
Um caso complexo
De acordo com a imprensa local, Arruda manifestou-se contra as condições de um empréstimo de 25 milhões de dólares (21,15 milhões de euros) negociado por Textor para levantar o transferban.
O magnata norte-americano não comentou essas alegadas divergências.
No final de janeiro, a justiça brasileira proibiu o Botafogo de vender jogadores e ativos do clube, segundo uma sentença consultada pela AFP.
A equipa carioca, orientada pelo argentino Martín Anselmi, ocupa com três pontos o oitavo lugar do Brasileirão 2026, após duas jornadas disputadas.

A crise na Eagle explodiu devido a dívidas do Lyon que quase custaram à equipa uma descida administrativa em França.
Textor foi destituído do cargo de diretor do holding, criticado pela sua gestão no clube francês, mas continua a ser proprietário do Botafogo.
O norte-americano alega que a equipa brasileira financiou prejuízos do Lyon e exige que a Eagle pague essa dívida.
