Recorde as incidências da partida
Depois da goleada sofrida frente ao Botafogo na 1.ª jornada, o Cruzeiro voltou a perder e segura a lanterna vermelha do Brasileirão ao fim de duas partidas. A fase da equipa orientada por Tite está longe de ser positiva: em oito jogos realizados em 2026, soma cinco derrotas e apenas três vitórias. A defesa é um dos principais motivos de preocupação, já que a Raposa só não sofreu golos em duas partidas, ambas frente a equipas de menor expressão no Campeonato Mineiro.

Já o Coritiba respondeu de forma categórica à derrota frente ao Bragantino na estreia, vencendo fora de casa uma das equipas com melhor plantel do país. O triunfo permitiu ao Coxa dar um salto na tabela classificativa, ocupando agora o 11.º lugar. A equipa do Alto da Glória quebrou ainda um jejum de 22 anos sem vencer o Cruzeiro em Belo Horizonte.
As duas equipas voltam a entrar em campo no domingo, para os respetivos campeonatos estaduais. O Cruzeiro disputa o clássico frente ao América-MG, no Mineiro; o Coritiba defronta o Cianorte, na segunda mão dos quartos-de-final do Paranaense.

Coxa resiste e vence
O encontro começou com um Cruzeiro intenso, a criar ocasiões desde o primeiro minuto. A pressão inicial obrigou Pedro Morisco a intervir, mas não evitou o golo: Matheus Pereira fez uma grande jogada pela direita e, com o pé esquerdo, assinou um belo remate para o fundo das redes. Dono do jogo nessa fase, o Cabuloso podia ter ampliado a vantagem nos minutos seguintes, mas desperdiçou as oportunidades criadas.
Apesar das dificuldades na construção ofensiva, o Coritiba reagiu perto do intervalo. Aos 45 minutos, Sebastián Gómez lançou com precisão Bruno Melo, que desviou para o centro da área. Lavega apareceu no sítio certo e finalizou para o empate, levando o 1-1 para o descanso.

O golo em cima do intervalo mudou por completo o rumo do encontro. O Cruzeiro regressou dos balneários tenso, enquanto o Coritiba acreditava na reviravolta. Os primeiros minutos da segunda parte mostraram um Coxa audaz, atitude que acabou por dar frutos. Após um lançamento de Pedro Morisco, Lucas Ronier foi rápido a servir Breno Lopes, que não desperdiçou. Em desvantagem, a Raposa criou muito pouco até final e acabou derrotada sem grande resistência.
"Adeus, Tite!"
Como era expectável, os adeptos do Cruzeiro não reagiram bem a mais um desaire na temporada. Os protestos começaram ainda com a bola em jogo e tiveram como principal alvo o treinador Tite. Das bancadas do Mineirão ouviu-se em coro “Adeus, Tite!”, além de alguns apupos. O lateral William, apontado como responsável no segundo golo do Coritiba, também foi visado. Após o apito final, as habituais vaias ecoaram por todo o estádio.

