"A estratégia do clube carioca revela-se predatória e torpe, pois procura asfixiar financeiramente as demais instituições que constituem o bloco, algumas delas em situação de dificuldade, a fim de subjugá-las e extrair ainda mais benefícios individuais", disparou o Palmeiras.
O imbróglio acontece na fatia de 30% das receitas que é dividida conforme a audiência dos jogos de cada clube. O Flamengo não deseja cumprir o acordo assinado pela gestão anterior, de Rodolfo Landim, pois acredita que os valores não correspondem ao seu alcance.
"O objetivo é impedir que o Flamengo sofra prejuízos adicionais em razão do estabelecimento de critérios de divisão de receitas por audiência que não reconhecem o poder gerador de recursos financeiros pelo Flamengo", justificou o Rubro-Negro em nota oficial.
"Existe a previsão no Estatuto da LIBRA de um legítimo direito de veto (que cabe ao Flamengo e a todos os demais clubes), exigindo-se a aprovação unânime do critério de rateio dos valores devidos aos clubes a título de audiência", alega o Fla.
Atlético-MG, Bahia, Flamengo, Grémio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vitória são os clubes da Série A que compõem a Libra. O bloco também conta com Paysandu, Remo e Volta Redonda, da Série B; ABC, Brusque e Guarani, da C; e Sampaio Corrêa, da D.
Os cinco clubes que se manifestaram pregam o crescimento coletivo do futebol brasileiro e criticam a postura individualista da Direção rubro-negra. "Ou será que o Flamengo acredita que pode jogar competições sem adversários?", questionou o Santos.
"A conduta sorrateira e mesquinha da atual gestão do Flamengo mina a relação de confiança estabelecida entre os clubes e, por consequência, enfraquece todo o futebol brasileiro", declarou o Atlético-MG.
"A atual gestão do Flamengo parece não compreender que é responsável pelos contratos herdados. Até porque a enorme história do clube carioca foi construída ao longo dos anos, e não pelos atuais mandatários", afirmou o São Paulo.
Já o Bragantino garantiu que a divisão das receitas "foi acordada previamente de maneira legal entre os clubes" e acrescentou que "mudar a regra a meio do jogo desrespeita todos os esforços feitos, incluindo os da gestão anterior do próprio Flamengo, que assumiu esse compromisso".
