Cada equipa pode alinhar com nove jogadores estrangeiros num jogo, embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha sugerido diminuir esse número.
"É altura de intervir quanto ao número de estrangeiros. Estamos a penalizar uma geração (de futebolistas brasileiros) e, no futuro, vamos pagar um preço muito alto", afirmou Dorival após o triunfo por 1-0 do Corinthians frente ao Athletico Paranaense.
"A Itália pagou um preço elevadíssimo nas duas últimas edições do Mundial e tem grandes dificuldades para se qualificar para esta terceira", acrescentou o treinador em conferência de imprensa.
Tetracampeã mundial, a seleção de Itália ficou de fora do Rússia-2018 e do Catar-2022 e está no play-off para tentar garantir presença na edição deste ano nos Estados Unidos, Canadá e México.
Saúl e Memphis entre os grandes nomes
Com grandes investimentos, a sua liga atraiu nas décadas de 1980 e 1990 as maiores estrelas do futebol, como o brasileiro Ronaldo.
Hoje, graças ao poderio financeiro dos seus clubes, o Brasileirão é um íman para figuras estrangeiras, incluindo jogadores europeus como o neerlandês Memphis Depay, no próprio Corinthians, ou o espanhol Saúl Ñíguez, no Flamengo.
Neste contexto, as vagas para estrangeiros passaram de cinco para sete em 2023 e para as atuais nove em 2024.
Para Dorival Júnior, é um fator em "conflito" com "tudo aquilo que sempre fizemos", como "formar atletas".
