A Ares é credora da Eagle e, com este passo, passa a assumir o controlo da holding. Para já, a mudança não deverá ter impacto direto na gestão de Textor no Botafogo, uma vez que o empresário tem uma decisão judicial provisória (concedida em outubro do ano passado, no Rio de Janeiro) que lhe garante a direção da SAD do clube. Ainda assim, o caso poderá ter novos desenvolvimentos em tribunal.
Segundo o ge, a Ares não só não concordou com as alterações pretendidas por Textor como também não terá aprovado os contornos da injeção de capital anunciada pelo norte-americano para aliviar a situação financeira do Botafogo, que está impedido de inscrever jogadores devido a uma proibição de registos (“transfer ban”) aplicada pela FIFA.
Foi através da Ares que Textor obteve um empréstimo de 450 milhões de dólares (376 milhões de euros) para avançar com a compra do Lyon. No entanto, de acordo com a mesma informação, os montantes em causa continuam por regularizar.
Este não é o primeiro braço-de-ferro entre a Ares e Textor: o fundo já tinha, anteriormente, retirado o norte-americano da direção do Lyon.
Desta vez, o jornal O Globo refere que Textor procurava recuperar o controlo da Eagle e, para isso, tentou afastar a atual administração. A estratégia passou pela saída de executivos, o que lhe permitiria ficar sozinho na votação que poderia viabilizar a sua reintegração no comando da holding.
O desfecho, porém, foi o oposto: além de ser afastado, a Ares terá determinado a reintegração de Stephen Welch e Hemen Tseayo. Textor já terá acionado os seus advogados para tentar reverter a decisão do fundo credor. O empresário deverá estar presente na estreia do Botafogo no Brasileirão, esta quinta-feira, frente ao Cruzeiro, no Nilton Santos.
