Noa Lang chegou ao Nápoles oriundo do PSV por um valor a rondar os 25 milhões de euros, mas abandonou os campeões em título da Serie A ao fim de apenas seis meses, para ser emprestado aos turcos do Galatasaray.
Durante o Transfer Deadline Show da ESPN, Noa Lang explicou que a sua saída tão precoce deveu-se a uma relação complicada com o treinador Antonio Conte.
"Como posso dizer isto de forma normal... Não houve empatia com o mister. Fiquemos por aqui", afirmou Lang.

"Sei que nos Países Baixos muitas vezes se pensa que a culpa é minha, mas um dia a verdade virá ao de cima. Por agora, tenho muito respeito pelo clube com o qual tenho contrato. Tenho uma boa relação com quase toda a gente dentro da estrutura", acrescentou o neerlandês.
Lang admitiu que não esperava problemas com o treinador, que o tinha pedido apenas seis meses antes: "Fui uma contratação dele, por isso fiquei muito surpreendido com esta situação, mas agora já faz parte do passado."
Lang formou-se nas camadas jovens do Feyenoord e do Ajax, mas também passou um ano, em Istambul ao serviço do Besiktas. O extremo já tinha manifestado o seu apreço pela cidade, mas quando o Galatasaray demonstrou interesse, Lang não teve logo a certeza do que fazer.
"Para ser sincero, pensei um pouco no assunto. O clube fala por si. Mas não sou alguém que queira sair ao fim de seis meses", afirmou.
Nas suas 27 partidas pelo Nápoles, Lang marcou um golo e fez duas assistências numa primeira metade de época irregular para os Partenopei. Apesar de ter demorado algum tempo a adaptar-se ao futebol italiano dentro de campo, Lang sentiu que, tirando isso, não existiam outros problemas.
"Nove em cada dez pessoas não queriam que eu saísse. Era bem visto no grupo, treinava sempre no máximo, mas nos poucos minutos que tive, as pessoas criticavam-me. Não concordava nada com isso. Adaptei-me bem ao estilo de jogo. Pelo menos, é essa a minha opinião", concluiu.
