Recorde as incidências da partida
O AC Milan regressa a casa vindo de Cagliari com três pontos importantíssimos, mas Massimiliano Allegri mantém-se com os pés bem assentes no chão. O triunfo na Sardenha mostrou uma equipa em evolução, sobretudo na segunda parte, mas o treinador rossonero sublinha que ainda há trabalho a fazer para consolidar o ritmo e a condição física.
“Rafael Leão como número 9? Quando o Rafa está no centro do terreno, participa mais no jogo: quando atua à esquerda, por vezes, desliga-se e sai da partida, mas como avançado, tendo as qualidades e características certas, desempenha bem a função. Ainda falta encontrar a melhor condição", afirmou o treinador do AC Milan.
"Na primeira parte, logo a abrir, sofremos três remates. Nesses momentos é preciso manter a organização, os jogos duram 100 minutos. Na segunda parte, eles baixaram o ritmo e nós subimos: devíamos mesmo ter feito o segundo golo, tivemos várias situações de último passe em que podíamos ter feito melhor”, explicou o treinador rossonero.
Com o primeiro lugar recuperado provisoriamente, à espera do Inter-Bolonha, era inevitável a pergunta sobre o Scudetto. O treinador, no entanto, refreia qualquer euforia: “É demasiado cedo, há 5 equipas em 3-4 pontos. Vencer e não sofrer golos era muito importante. Já frente ao Verona a equipa manteve-se organizada. É preciso continuar a trabalhar e sabemos que é muito difícil chegar ao fim: vamos recuperar os jogadores em termos de condição. O espírito da equipa é bom: se falta um ou outro, não se nota a ausência. A equipa joga como equipa”.
Allegri analisou ainda o crescimento individual dos jogadores: “Todos estão a evoluir, também na defesa, jogar no Milan não é fácil: De Winter, Bartesaghi, Estupiñán, Tomori que melhorou fisicamente, Gabbia que regressou. Estão a evoluir sobretudo individualmente, nas situações defensivas. Já contra o Verona, De Winter e Pavlovic tinham feito um bom jogo. Estão a melhorar na leitura dentro da área, o De Winter tirou três bolas importantes dentro da área”.
O calendário apertado não dá descanso: “Agora vamos jogar a 8, depois a 11, depois a 15 e a 18, depois a 25 e a 1 em Bolonha. A italiano não era bom, mas a matemática... Era importante jogar a 2, depois quando nos dizem para jogar, jogamos. O calendário não podemos alterá-lo: é preciso recuperar e pensar já no jogo de quinta-feira frente ao Génova, que é uma equipa incómoda”.
Pisacane: "A frustração é não termos marcado na primeira parte"
Também Fabio Pisacane analisou o encontro após o 0-1 na Unipol Domus, destacando os aspetos positivos da exibição e a consciência dos limites da equipa.
“Fizemos uma excelente primeira parte, mas é difícil manter o ritmo durante 90 minutos. A frustração é não termos marcado na primeira metade: contra estas equipas, se não desbloqueias o jogo, acabas por pagar caro. Ao ficarmos em desvantagem e mudando o plano de jogo, as distâncias aumentaram e o AC Milan, em transição, podia ter-nos causado problemas”, afirmou.
O treinador dos rossoblù abordou ainda um tema sensível, o dos lances de arbitragem: “Na semana passada repeti que não gosto de comentar ou julgar o trabalho do árbitro. Mão de Ricci na bicicleta de Kılıçsoy? Sinceramente, isto não é penálti. Se tivesse tocado no braço esquerdo, podia pensar que aumentou o volume. Temos também de os ajudar: à mínima coisa, faz-se logo um drama de domingo. Gosto de acreditar na boa fé: confio neles e temos de os ajudar, não é para criar polémica”.
