"Dou a cara, como sempre, mas não aceito a falta de respeito", disse Sean Sogliano profundamente magoado, mas firme nas suas convicções, em conferência de imprensa para analisar o momento crítico do Hellas Verona.
O Diretor Desportivo dos gialloblù não procurou desculpas para uma situação desportiva que definiu sem rodeios: "A classificação é feia, dramática, impossível: escolham vocês o adjetivo. Estou triste, irritado e desiludido, mas sei perfeitamente que exercer esta profissão implica aceitar as críticas".

No entanto, Sean Sogliano quis traçar uma linha intransponível perante aquilo que considerou "interpretações absurdas e vergonhosas" surgidas recentemente: "Ouvir falar em falta de respeito para com os funcionários do Verona, pessoas que todos os dias procuram dar o máximo, não aceito. É uma atitude desleal que atinge quem trabalha nos bastidores".
Sogliano reivindicou com orgulho o seu percurso à beira do Adige, já no sétimo campeonato: "Em seis anos de sete conseguimos o máximo, estabelecendo também alguns recordes. Este ano as coisas não estão a correr bem, talvez a manutenção seja mesmo impossível de alcançar, mas não permito que ninguém ponha em causa o empenho".

O dirigente defendeu com convicção a estratégia do clube nos últimos anos, centrada na sobrevivência financeira: "Tudo o que fiz, de cabeça erguida, foi para garantir que esta sociedade pudesse inscrever-se todos os anos no campeonato. Pagámos tudo e realizámos as mais-valias necessárias para manter o Hellas sólido e independente. Esta foi uma decisão consciente e eu assumi-a com resultados concretos".
Apesar do ambiente pesado, a conclusão é um sinal de resiliência: "Eu sigo em frente, fica claro. Aceito as avaliações técnicas, mas exijo que seja respeitada a integridade desta sociedade".
