Recorde as incidências da partida
Antonio Conte foi expulso ao minuto 71 do grande duelo da Serie A entre Inter e Nápoles. O treinador dos napolitanos protestou de forma veemente junto do árbitro Doveri que, com as duas equipas empatadas 1-1, tinha acabado de assinalar um penálti a favor dos nerazzurri, após rever o lance no VAR.
Depois do cartão vermelho, Conte abandonou o relvado a gritar "Tenham vergonha" para o árbitro, não sem antes confrontar de forma dura o assistente Colombo.
Na verdade, Antonio Conte não deixou o estádio, tendo ficado a acompanhar a sua equipa nos vinte minutos finais, assistindo ao golo do empate final.
Penálti: sim ou não?
Os protestos do técnico salentino surgiram após a marcação do penálti, que pareceu claro devido ao pisão de Amir Rrahmani sobre Henrikh Mkhitaryan, assinalado apenas posteriormente, depois de concluída a jogada dos nerazzurri.
Sem entrevistas
O treinador do Nápoles não compareceu, como é habitual, aos microfones da DAZN para o habitual comentário pós-jogo, preferindo – de forma preventiva – talvez evitar ter de voltar a falar sobre os episódios que o tinham deixado tão irritado momentos antes.
"Costuma fazê-lo quando recebe um vermelho: esperemos que não volte a acontecer...", explicou perante as câmaras o adjunto Cristian Stellini, presente para elogiar "a grande demonstração de carácter e qualidade de jogo da equipa".
"O desabafo de Conte? Foi pela desvantagem. Não discutimos o lance, foi uma semana complicada e teríamos de rebobinar a fita, mas não queremos fazê-lo", disse Stellini.
"O mister já noutras ocasiões, após uma expulsão, decidiu não vir falar. Esperamos que não volte a acontecer, pois isso significaria que não foi expulso. E isso deixa-nos a todos mais felizes. Não me deteria no episódio do penálti. A reação de Conte estava relacionada com o golo sofrido, não com o lance em si", concluiu o adjunto de Conte.
No domingo passado, o Nápoles já tinha protestado contra as decisões da arbitragem no jogo em casa frente ao Verona, enquanto as semanas que antecederam o Inter-Nápoles foram marcadas por polémicas à distância, entre Conte e Chivu, sobre o valor das equipas candidatas ao título e as favoritas à vitória final.
