Nápoles 2-2 Roma

Com os sonhos de Scudetto já há muito desfeitos, o Nápoles recebeu o desafio frente à Roma como um confronto por um lugar na Liga dos Campeões. Os visitantes entraram agressivos, colocando os anfitriões sob pressão nos primeiros três minutos. E após algumas investidas dos azzurri sem consequência, ao sétimo minuto a defesa da casa foi apanhada desprevenida por um passe vertical de Celik para Zaragoza, que assistiu na área Malen, cujo remate de primeira fez balançar as redes.
Atordoada, a equipa dos azzurri demorou a recompor-se e, ao fim de um quarto de hora, apareceu com um remate fraco e ao centro de Lobotka, facilmente controlado por Svilar. Com a dinâmica do seu lado, os giallorossi apostaram em passes verticais e, pouco depois, um endiabrado Malen deixou Rrahmani para trás, entrou na área adversária, mas chegou desgastado ao remate e atirou demasiado ao lado.
Com o tempo a passar, a equipa de Antonio Conte não encontrava espaços, procurando sobretudo explorar a esquerda com Spinazzola, enquanto Hojlund travava um duelo físico com Ndicka. Vergara, por vezes demasiado adornado, não se encontrava, enquanto uma boa saída com bola provocou a descida pela esquerda de Wesley, que foi travado por Rrahmani no momento do remate.
Quem acertou na finalização ao recentrar foi Spinazzola, que aos 40 minutos contou com um desvio de Pisilli no momento do remate, batendo Svilar e garantindo o empate tão desejado. Assim que começou a segunda parte, Gasperini lançou Soulé para o lugar de Zaragoza, mas foram os napolitanos a entrar melhor. Após uma jogada envolvente pela direita, a bola sobrou para o pé esquerdo de Spinazzola, que já na área rematou forte, mas Svilar respondeu com uma boa defesa.
Confusa e enredada, a partida não ganhou intensidade no primeiro quarto de hora da segunda parte, à exceção de uma jogada de Vergara, que passou por um adversário com um chapéu, mas tropeçou quando seguia isolado no meio-campo contrário. Pouco depois, Malen tentou uma arrancada com bola, mas Buongiorno conseguiu desviar e facilitou a defesa de Milinkovic.
Spinazzola continuava a ser dos mais ativos e, aos 65 minutos, ganhou rapidamente a linha de fundo para cruzar de pé esquerdo, mas a bola saiu longa e o desvio de Gutierrez acabou nas mãos de Svilar. Quem continuava a fazer a diferença era Malen, que aos 68 minutos libertou-se da marcação e lançou Wesley, que foi derrubado por Rrahmani na área. Da marca dos onze metros, o neerlandês não deu hipótese a Milinkovic-Savic, que adivinhou o lado mas não conseguiu chegar à bola.
Para os azzurri, a noite complicou-se ainda mais porque o defesa kosovar saiu lesionado após a falta. O mesmo destino teve o lateral brasileiro, com o tornozelo bastante dorido. Conte apostou em Alisson Santos, enquanto Gasperini lançou Tsimikas e Vaz, que substituiu o brilhante holandês. O brasileiro ex-Sporting deslizou com elegância poucos minutos depois, mas o seu remate de pé direito foi de alguma forma controlado por Svilar.
O outro brasileiro, Giovane, entrou para o lugar de Vergara, mas na primeira tentativa de progredir foi bem travado por Ghilardi. A reação dos azzurri ficou a cargo de Alisson, que voltou a causar perigo pela esquerda, mas o cruzamento não encontrou Hojlund. O brasileiro não desistiu e, após um excelente passe do recém-entrado Gilmour para o dinamarquês, foi servido pelo compatriota Giovane e, à entrada da área, disparou um remate rasteiro letal para o guarda-redes adversário.
No final, os azzurri acreditaram na reviravolta, insistindo sempre pelo lado direito, mas a bola não encontrou o espaço certo. No último minuto, um contra-ataque dos azzurri permitiu a Gutierrez tentar a sorte de fora da área, mas Svilar estava atento. O tempo esgotou-se, tal como o jogo, que terminou 2-2.

