Recorde as incidências da partida

Um Olímpico eufórico e vibrante recebeu o duelo entre a Roma e a Juventus, duas equipas candidatas a garantir um lugar na próxima Liga dos Campeões. E foram mesmo os giallorossi a entrar melhor: Pisilli rematou de pé direito e Perin esticou-se para afastar a bola do canto, enquanto na recarga Pellegrini não conseguiu ser certeiro.
A Juventus tentava responder, mas mostrava-se algo perdulária. Num contra-ataque com Cambiaso, Yildiz e David não souberam aproveitar a superioridade numérica, e pouco depois Yildiz rematou por cima da barra. Quem nunca parava de correr era o habitual Malen, que primeiro foi travado por Kalulu e depois por Perin, após um desvio de Mancini. Mais tarde, foi Bremer a salvar sobre o holandês com um corte espetacular.

Obras-primas no Olímpico
Os visitantes, no entanto, não se limitavam a assistir, criando perigo com um cabeceamento de McKennie que saiu ligeiramente ao lado. Logo a seguir, Cristante travou Francisco Conceição na área, interrompendo um belo contra-ataque iniciado por Yildiz. Do outro lado, após um cruzamento da direita, Cristante cabeceou mas atirou ao lado, depois de antecipar Kelly ao primeiro poste.
Aos 36 minutos surgiu o magnífico golo de Wesley: assistido por Pisilli, o brasileiro apareceu solto na esquerda, dominou a bola e desenhou um remate em arco indefensável para Perin, colocando assim a Roma na frente. No final da primeira parte, a Juventus ainda tentou reagir antes do intervalo: Yildiz avançou pelo meio-campo ofensivo mas escorregou no momento decisivo; a bola ainda chegou a David, que rematou por cima da trave.
Os bianconeri, contudo, não baixaram os braços e, dois minutos após o reatamento, restabeleceram a igualdade com uma fantástica finalização de Francisco Conceição, que encontrou o espaço no ângulo oposto e colocou a bola com força e precisão. Um gesto técnico que respondeu ao de Wesley, num duelo totalmente português, ainda que com diferentes sotaques.
O jogo estava eletrizante e o ritmo não parava de aumentar. Aos 54 minutos, os giallorossi voltaram a adiantar-se: num cruzamento da direita de Pellegrini, Mancini não chegou, mas a bola sobrou para Ndicka, que apareceu no momento certo para finalizar de primeira e bater Perin à queima-roupa. Com a vantagem recuperada, a equipa da casa reencontrou também a confiança nas suas capacidades.
Boga respondeu a Malen
Com o passar dos minutos, o dinamismo dos giallorossi aumentava e, no meio-campo, a maioria dos duelos era ganha por Cristante e companhia. Aos 65 minutos, chegou o golpe de mestre: Kone descobriu Malen com um passe em profundidade, este deixou Kelly para trás e tocou subtilmente para bater Perin e fechar o jogo, confirmando o excelente momento de forma.
Na última meia hora, os romanos geriram a vantagem e os visitantes mostravam-se incapazes de encontrar soluções. Depois, o recém-entrado Zhegrova cruzou da direita, com Celik a incomodar Yildiz no salto: a bola sobrou para o também recém-entrado Boga, que rematou de primeira e bateu Svilar ao primeiro poste.
Em cima do apito final
A Juve sentia a obrigação moral de tentar o empate e, nos minutos finais, lançou-se ao ataque, procurando sobretudo explorar as alas. Wesley, no entanto, defendeu bem perante Zhegrova, mostrando grande eficácia também a defender. O kosovar ainda tentou a sorte de longe, mas sem força nem direção.
Os últimos suspiros da Juventus tiveram a assinatura de Boga e Yildiz, que pela esquerda procuraram a inspiração certa para resgatar o resultado. Aos 90+3 minutos, um livre cobrado por Zhegrova na direita caiu na área, onde o recém-entrado Gatti apareceu como avançado e rematou de forma certeira para fazer o 3-3 final. Um desfecho amargo para os giallorossi, que apenas sentiram o sabor da vitória.

