Recorde as incidências da partida

Depois da derrota amarga em San Siro, a 31 de agosto de 2025, o Inter regressou ao confronto com a Udinese com vários assuntos por resolver. Não só pelo desaire na segunda jornada do campeonato, mas também pela oportunidade de aumentar provisoriamente para 6 pontos a vantagem sobre o AC Milan, segundo na tabela.
Motivações fortes e evidentes, que a equipa de Chivu transformou numa exibição de autoridade: no Bluenergy Stadium, os bianconeri não tiveram resposta, o encontro ficou controlado e a vitória por 0-1 voltou a ter a assinatura do capitão, que chegou ao seu décimo primeiro golo no campeonato.
Dupla Pio-Lautaro volta a marcar presença
O Inter entrou em campo com a postura de quem sabia exatamente o que pretendia e, acima de tudo, como o alcançar. A marca de Chivu foi notória desde os primeiros minutos e colocou imediatamente em causa a ideia de uma linha defensiva alta desenhada por Runjaic. Depois, como tantas vezes acontece, bastaram poucos minutos para perceber que Lautaro Martínez está em grande forma: recuperou a bola em zona ofensiva, fez uma mudança de direção rápida e rematou de pé direito ao segundo poste, obrigando Okoye a intervir precisamente onde já tinha lido o remate. Era o primeiro aviso, claro e direto.
A Udinese tentou quebrar o ritmo recorrendo à força física e a alguns passes longos, mas teve enormes dificuldades em sair do seu meio-campo. O Inter aproveitou e o golo surgiu de forma inevitável aos 20 minutos: um pequeno manifesto do futebol nerazzurro. Pio Esposito trabalhou como um verdadeiro ponta-de-lança, protegeu a bola e serviu Lautaro de primeira com um toque genial. O argentino fez o resto: ultrapassou Kristensen, usou o corpo para afastar Karlström, esperou pelo momento certo e finalizou com um remate seco e preciso ao canto da baliza.
Após o 1-0, o jogo seguiu ainda mais controlado. O Inter circulava a bola com confiança, subia as linhas e criava várias oportunidades. Aos 25 minutos, Dimarco executou um canto perfeito para a cabeça de Akanji, que cabeceou perto do poste. Dois minutos depois, uma jogada de grande qualidade: Mkhitaryan e Barella combinaram em espaço curto, cruzamento rasteiro do internacional italiano e Pio Esposito, por centímetros, não conseguiu finalizar sozinho no centro da área. Pouco depois, Lautaro abriu na ala, voltou para dentro e serviu novamente Dimarco, cujo remate de pé esquerdo foi travado por mais uma excelente intervenção de Okoye.
A Udinese só apareceu aos 34 minutos, e mesmo assim graças a um erro adversário: Barella perdeu a bola ao ser recuperado por Davis, Ekkelenkamp serviu Piotrowski, que rematou de fora da área, mas Sommer estava atento e defendeu. Foi o único verdadeiro sinal dos bianconeri numa primeira parte difícil, agravada pela lesão do próprio Piotrowski, obrigado a abandonar o jogo no final do primeiro tempo.
Vantagem bem guardada
O início da segunda parte confirmou imediatamente as sensações deixadas pela primeira. O Inter regressou ao relvado sem alterações, mantendo o mesmo plano de jogo e a mesma autoridade: posse de bola limpa, pressão imediata e uma intensidade que continuava a abalar a linha defensiva friulana.
Aos 50 minutos, o duo Pio-Lautaro voltou a destacar-se, com Esposito a encontrar o capitão em profundidade: Lautaro controlou, mas perdeu o momento certo, permitindo à defesa da Udinese fechar. Era apenas o prenúncio de uma fase em que o Inter continuava a insistir. Dimarco, novamente decisivo nas bolas paradas, voltou a encontrar Akanji, que desta vez cabeceou por cima, enquanto pouco depois foi Mkhitaryan a quase marcar o segundo, aproveitando um erro de Kristensen: o arménio rematou forte de pé esquerdo, mas Okoye voltou a responder com segurança.
A Udinese tentou reagir com algumas iniciativas isoladas, como o remate de longe de Kristensen que saiu por alto, mas permaneceu afastada do jogo. O Inter, por seu lado, transmitia a sensação de poder fechar o encontro a qualquer momento. Aos 61 minutos, surgiu o possível 2-0, com Dimarco a finalizar após mais uma excelente assistência para Pio Esposito: tudo foi, no entanto, anulado por fora de jogo claro do avançado nerazzurro, confirmado sem dúvidas.
O controlo nerazzurro manteve-se absoluto e aos 68 minutos aconteceu a primeira substituição do jogo: Chivu chamou ao banco um Pio Esposito muito aplaudido, autor de uma exibição generosa e madura, para lançar Bonny e refrescar o ataque. Runjaic respondeu com uma tentativa desesperada de reabrir o encontro: entraram Gueye, Ehizibue e Bertola, com passagem para o 3-5-2 e, posteriormente, para o 3-4-3 com a entrada de Bayo.
Foi, contudo, a última tentativa numa partida que nunca saiu verdadeiramente do controlo do Inter. Os nerazzurri mantiveram-se perfeitos defensivamente, não concederam nada e geriram o final com lucidez, chegando sem sobressaltos aos últimos minutos com o resultado fixado em 1-0. Um resultado que não espelha totalmente o domínio interista em Údine, mas que vale três pontos de enorme importância: o Inter aumenta provisoriamente a vantagem sobre o AC Milan e deixa a Udinese parada no décimo lugar.

