Serie A: Vitinha marca mas Génova perde com Lazio ao cair do pano (3-2)

A celebração de Pedro, autor do golo inaugural da Lazio
A celebração de Pedro, autor do golo inaugural da LazioAlfredo Falcone / LaPresse / Profimedia

A Lazio conseguiu arrancar uma vitória ao cair do pano frente a um Génova incansável. Um penálti decisivo de Cataldi aos 90+10 minutos, selou o 3-2 final, num jogo em que o empate parecia já inevitável após a forte reação dos rossoblù, que contaram com Vitinha a titular e a marcar o 2-2.

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Notas finais dos jogadores
Notas finais dos jogadoresFlashscore

Numa estádio vazio, envolto numa atmosfera surreal e marcado por uma inquietante sensação de incerteza, a Lazio viu-se perante a tarefa de, pelo menos, salvar a honra diante de um Génova em excelente forma. A equipa do eterno giallorosso De Rossi, que vinha de cinco jogos consecutivos sem perder e mais confiante do que nunca, chegou a Roma determinada a prolongar a sua série positiva.

Do outro lado, a equipa de Sarri, sem Mattia Zaccagni devido a lesão e com Alessio Romagnoli na bancada já com as malas feitas, procurou reagir a uma época que parece estar a fugir-lhe do controlo.

Silêncio no Olímpico

Nos primeiros minutos, quem assumiu o controlo da partida foi a formação visitante. O Grifone chegou à capital sem receios, apostando na personalidade e organização. A construção de jogo passava frequentemente pelos pés talentosos de Malinovskyi, enquanto na frente Lorenzo Colombo era uma referência constante, capaz de fazer a equipa subir e dar profundidade. Não surpreende que o primeiro verdadeiro aviso do encontro tenha sido do Génova, logo aos 12 minutos: o antigo avançado do AC Milan trabalhou bem de costas para a baliza e serviu Frendrup, que rematou de primeira, mas encontrou a resposta segura de Provedel. Era o sinal de um Génova bem dentro do jogo, lúcido e organizado.

Pouco depois, outra transição bem desenhada permitiu a Vitinha rematar de cabeça na área: o avançado português atirou com perigo, mas o defesa da Lazio apareceu no momento certo para bloquear o remate e evitar o golo, salvando uma equipa romana novamente apanhada em contrapé. O jogo, no entanto, custava a ganhar ritmo. A intensidade mantinha-se baixa, as jogadas eram partidas, como se o relvado refletisse o ambiente desprovido de entusiasmo.

Só perto do intervalo a Lazio tentou reagir. Os biancocelesti subiram as linhas e insistiram sobretudo pelo lado esquerdo, onde Maldini procurou dar sentido à manobra com movimentações constantes. Primeiro serviu Marusic, que de cabeça ficou perto do golo ao roçar a barra, depois tentou a sua sorte num remate rasteiro de Pellegrini, que se transformou num cruzamento-remate perigoso, desviado para canto por Bijlow.

Tudo aconteceu na segunda parte

Foi preciso um lance polémico no início da segunda parte para a Lazio se colocar em vantagem num jogo que teimava em não arrancar. Aos 50 minutos, após um cruzamento preciso de Isaksen, Aaron Martin cometeu uma mão clara, com a bola a bater-lhe no braço aberto dentro da área. O árbitro deixou seguir inicialmente, mas após ser chamado ao ecrã do VAR, decidiu assinalar penálti. Pedro, o jogador mais experiente, assumiu a responsabilidade e, como substituto de última hora de Zaccagni, converteu com frieza, colocando a Lazio na frente por 1-0.

O Génova, porém, não baixou os braços e tentou responder de imediato. No entanto, após este lance, a Lazio encontrou mais espaços no relvado. A equipa de Sarri aproveitou a oportunidade e, com grande eficácia, voltou a marcar. Isaksen, rápido a romper pela esquerda, cruzou atrasado para Taylor, que, com um remate seco e colocado, fez o 2-0. Foi o primeiro golo do jovem médio com a camisola da Lazio, recém-chegado do Ajax.

O duplo avanço da Lazio não assustou minimamente o Grifone, que há apenas uma semana tinha protagonizado uma reviravolta de 0-2 para 3-2 no Ferraris. Uma memória ainda fresca para os rossoblù, que não desistiram e, com uma reação enérgica, reduziram rapidamente a desvantagem. Aos 67 minutos, Malinovskyi, lançado em profundidade, rematou com força à baliza. O seu disparo, que seguia para a baliza, foi desviado claramente pela mão de Mario Gila. Também aqui, o VAR interveio e o árbitro, após rever o lance, não hesitou: o segundo penálti da noite foi para o Génova. Malinovskyi assumiu a marcação e, com um remate fortíssimo, reduziu a diferença.

Mas não foi o último aviso do ucraniano: oito minutos depois, o médio do Génova tentou marcar um golo olímpico diretamente de canto, acertando em cheio no poste. Uma enorme frustração rapidamente transformada em alegria por Vitinha, avançado português que apareceu no sítio certo para aproveitar a recarga e empurrar para o 2-2.

Quando já parecia que o empate estava consumado, aos 90+7 minutos, uma nova mão, desta vez de Ostigard, originou um terceiro penálti, agora para a Lazio. Cataldi, como capitão, não vacilou e converteu com frieza o penálti decisivo, oferecendo à Lazio uma vitória sofrida, mas fundamental, mesmo ao cair do pano. 

Estatísticas da partida
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