"A AS Roma anuncia ter rescindido por mútuo acordo o contrato que a ligava a Edoardo Bove", informou a Roma em comunicado.
"Hoje começa um novo capítulo na sua carreira. Dan e Ryan Friedkin (os proprietários americanos do clube, nota da redação) desejam a Edoardo o melhor, felizes por ele poder continuar a jogar e a perseguir o seu sonho nos relvados de futebol", acrescentou o texto.
Bove, 23 anos, já não pode jogar em Itália devido à legislação que proíbe qualquer praticante desportivo, amador ou profissional, equipado com um desfibrilhador subcutâneo, de obter licença. Segundo a imprensa italiana, o antigo internacional sub-21 italiano, formado na Roma e que vestiu a camisola do clube em 92 ocasiões (quatro golos), vai reforçar o Watford, na segunda divisão inglesa.
Bove foi vítima de um problema cardíaco a 1 de dezembro de 2024, ao minuto 16 do jogo da Serie A entre a Fiorentina, equipa à qual Bove tinha sido emprestado pela AS Roma, e o Inter Milão. Transportado de urgência para um hospital de Florença sob o olhar angustiado das duas equipas e dos adeptos presentes no estádio Artemio Franchi, permaneceu internado durante treze dias.
Ao relançar-se em Inglaterra, Bove segue o exemplo do dinamarquês Christian Eriksen: vítima de um acidente cardíaco durante o jogo inaugural do Euro 2021 em Copenhaga e, após a colocação de um desfibrilhador subcutâneo, conseguiu retomar a carreira no início de 2022, depois de rescindir o contrato com o Inter Milão.
Relançou-se no Brentford, antes de se juntar, alguns meses depois, ao Manchester United, que deixou em setembro passado para reforçar o Wolfsburgo.

