O Barcelona confirmou na Supertaça o seu domínio no futebol nacional. E há um denominador comum: a chegada de Hansi Flick ao banco. Não é apenas dizer que o alemão conquistou os quatro títulos nacionais que disputou, todos frente ao Real Madrid, mas sim sublinhar dados que raramente se verificaram na história.
Uma década depois, o conjunto blaugrana conseguiu somar vitórias em três finais consecutivas, as duas da Supertaça e a da Taça do Rei. Isto não acontecia desde que Luis Enrique encadeou triunfos frente ao Sevilha, tanto na Taça (2-0) como na Supertaça (0-3 e 3-0), e diante do Alavés, novamente na prova a eliminar (3-1).
Nova tendência
Mas o mais impressionante é o que foi alcançado em relação ao eterno rival. Não é nada habitual o Real Madrid perder três finais seguidas. Na verdade, esta sequência é apenas a terceira na história do clube. Não sucedia desde os anos 1982 e 1983, após cair perante a Real Sociedad na final da Supertaça (1-0 e 4-0), o Aberdeen na Taça das Taças (2-1) e contra o Barcelona na Taça (2-1).
O facto de as três derrotas dos merengues terem sido, para agravar ainda mais, frente ao Barça, é mais um selo da mudança de tendência que se verificou no futebol espanhol desde que Joan Laporta decidiu despedir Xavi Hernández para entregar as rédeas a Hansi Flick.
Enquanto o Real Madrid continua sem encontrar uma identidade própria com Xabi Alonso, o estilo do alemão não só agrada no Camp Nou, como também está a traduzir-se em conquistas. A equipa blaugrana, aliás, esteve muito perto de chegar à final da última Champions, o que poderia ter proporcionado a oportunidade de um triplete lendário.
Não surpreende, tendo em conta que Hansi Flick venceu as oito finais que disputou (cinco delas ao serviço do Bayern). Além disso, os quatro pontos de vantagem que tem no topo da Liga fazem com que, neste momento, o conjunto catalão seja o principal candidato a conquistar a Liga.
E a época ainda não terminou. Embora não seja fácil, ainda poderá haver um Clássico nas finais da Taça do Rei e da Champions.
