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Este domingo, 11 de janeiro, Real Madrid e FC Barcelona vão defrontar-se pela quarta vez consecutiva na final da Supertaça de Espanha. Era esse o objetivo quando a competição foi transferida para a Arábia Saudita e a chuva de milhões acabou por compensar.
O êxodo do antigo troféu de verão, que servia de pontapé de saída para a temporada, começou em 2018, levando um Barcelona - Sevilha a jogo único para Marrocos. Os catalães venceram por 2-1, mas quem começou a perder foram os adeptos e o futebol espanhol, já que a edição seguinte foi definitivamente transferida para solo asiático, com quatro equipas em prova e maioria de público local nas bancadas.
A ideia desta mudança intercontinental era clara: encher os cofres da Federação à custa de retirar uma final aos adeptos espanhóis. Mas, naturalmente, os árabes queriam algo em troca do investimento: ter um Real Madrid-Barcelona em sua casa ano após ano.
Os alicerces da RFEF abalaram quando nas três primeiras edições desta renovada Supertaça não conseguiram colocar um Clássico na final (Real Madrid - Atlético em 2020; Athletic - Barça em 2021; Real Madrid - Athletic em 2022). No entanto, há quatro anos que não falha, e no domingo teremos mais um duelo asiático por um título entre os dois gigantes do desporto-rei nacional.
Um domínio que começa a cansar
Já se tornou habitual ler nas redes sociais e ouvir na rua o cansaço dos adeptos de futebol (até de alguns merengues e culés) com o facto de quase sempre se repetir a mesma final. E não é apenas uma sensação: das sete finais disputadas em solo saudita, 57,1% foram entre Real Madrid e Barcelona.
Isto significa que se retirou grande parte das hipóteses de levantar o troféu aos outros 18 clubes da LaLiga, para não falar do fosso financeiro entre estes dois colossos e os seus rivais na luta pelo acesso à prova.
A chave de tudo está na análise do passado. Até à chegada da Supertaça à Arábia, apenas 21,2% das 33 finais disputadas desde a criação do troféu em 1982 tiveram como protagonistas os nossos dois rivais.
Seja como for, a situação já não tem volta, com a quase confirmação de que a partir de 2027 o torneio passará a disputar-se no Catar. Assim, este domingo vamos sentar-nos em frente à televisão, já que praticamente ninguém pode ir ao estádio, para assistir ao 20.º encontro de final (que não 20.ª final) de sempre entre Barça e Madrid.
