Recorde as incidências da partida
A derrota em La Fortaleza deixa o Flamengo numa situação delicada na Recopa, mas ainda com todas as condições para lutar pelo título. No jogo da segunda mão, no Maracanã, o Rubro-Negro precisa de vencer por dois ou mais golos de diferença para conquistar mais um troféu continental. A equipa tenta repetir o cenário de 2020, quando também decidiu o título em casa e derrotou o Independiente del Valle por 3-0 depois de empatar no Equador.

Antes de voltar a pensar na decisão da Recopa, daqui a uma semana, o Flamengo tem um jogo importante para o Carioca. No domingo, o Rubro-Negro defronta o Madureira na meia-final do campeonato estadual. Tal como no clássico frente ao Botafogo, o campeão da Libertadores deverá gerir o esforço neste encontro.
O Lanús, por sua vez, leva uma boa vantagem para o Rio de Janeiro. Campeão da Sul-Americana, o Granate joga agora por um empate no Maracanã para conquistar a primeira Recopa da sua história. Na edição de 2014, frente ao Atlético-MG, os argentinos acabaram derrotados em solo brasileiro — cenário que esperam inverter desta vez. A equipa descansa no fim de semana e concentra totalmente as atenções na segunda mão.
Golpe no fim
O Flamengo tentou uma postura diferente após o intervalo, subindo a linha de pressão e condicionando a saída de bola do Lanús. A estratégia resultou durante alguns minutos, limitando os anfitriões e criando uma oportunidade para a formação brasileira, num cabeceamento de Pedro. No entanto, a reação não durou e o Rubro-Negro voltou a ser ameaçado.
Como habitual, o Lanús apostava no jogo aéreo e o Flamengo não conseguia travar as aproximações. Rodrigo Castillo repetiu o lance da primeira parte e voltou a marcar em posição irregular, com o golo novamente anulado. À terceira, o avançado granate não falhou: aos 31 minutos fez o 1-0 e colocou, com justiça, os da casa em vantagem. Até ao final, ainda houve ocasiões para ampliar o resultado.

Primeira parte amarrada
O encontro de campeões na Argentina não apresentou um duelo aberto, muito pelo contrário. A tónica foi o Flamengo com mais posse e o Lanús mais perigoso nas bolas aéreas. Mesmo assim, não dá para dizer que o guarda-redes Agustín Rossi teve trabalho. O único susto que os rubro-negros tiveram foi no golo bem anulado de Rodrigo Castillo.

O Flamengo procurou circular a bola com paciência e explorar a criatividade dos médios, mas encontrou dificuldades para ultrapassar a defesa adversária, bem organizada. A melhor oportunidade da primeira parte nasceu nos pés de Everton Cebolinha, que recebeu um excelente passe de Arrascaeta dentro da área e rematou de pé esquerdo, obrigando Losada a uma boa defesa.

