Feminino: Coreia do Sul ameaça greve devido a atos discriminatórios

As sul-coreanas em julho de 2025.
As sul-coreanas em julho de 2025.KOJI WATANABE/GETTY IMAGES VIA AFP

A Federação de Futebol da Coreia do Sul informou esta segunda-feira que está em negociações com a sua seleção feminina, que ameaça boicotar a Taça da Ásia em março, denunciando situações de discriminação.

Acompanhe a Coreia do Sul no Flashscore

As jogadoras criticaram no ano passado as "condições discriminatórias" e, de forma geral, piores em relação às dos seus colegas masculinos, afirmando, por exemplo, que têm de pagar do próprio bolso as ligações no aeroporto e os equipamentos de treino.

Um comunicado datado de setembro e tornado público em janeiro refere viagens longas de autocarro ou em classe económica nos voos, bem como alojamentos "inadequados" e afastados dos campos de treino.

Um documento interno da federação, consultado pela AFP, mostra que cerca de 1,3 milhões de dólares lhes foram atribuídos em 2025, o que representa menos de 10% do orçamento da equipa masculina.

"Estamos a manter conversações com as jogadoras para resolver esta questão e contamos cumprir o nosso calendário de treinos", afirmou esta segunda-feira uma responsável da federação (KFA) à AFP.

A equipa será chamada a meio de fevereiro para um estágio de preparação antes da Taça da Ásia, que se realiza de 1 a 21 de março na Austrália, acrescentou.

No seu comunicado, as jogadoras avisaram que "suspenderiam a sua participação em todos os treinos relacionados" com a competição e recusariam disputar os jogos caso a KFA não lhes desse resposta até 17 de outubro.

"Fica a sensação de que as jogadoras não são tratadas como membros da seleção nacional. É com o coração pesado que penso que são necessárias ações para que haja mudanças", denunciou recentemente a média Ji So-yun, segundo declarações citadas pela agência de notícias Yonhap.