"Obviamente, estamos todas preocupadas e sentimo-nos tristes pelo que aconteceu ao Irão, às nossas famílias e aos nossos entes queridos", admitiu a jogadora de 21 anos à imprensa, na véspera do encontro frente à Austrália em Gold Coast (leste).
O Irão realizou e perdeu o primeiro jogo na competição na segunda-feira diante da Coreia do Sul (3-0), dois dias após o início dos bombardeamentos israelo-americanos que atingiram a capital Teerão e outras zonas do país.
O Irão respondeu com lançamentos de mísseis contra Israel e os Estados do Golfo que acolhem bases americanas, mergulhando o Médio Oriente no caos. Os confrontos mortais entraram esta quarta-feira no seu quinto dia.
Os cortes de internet dificultam bastante a comunicação entre as jogadoras e a equipa técnica na Austrália e os seus contactos que permaneceram no país.
"É evidente que estamos muito preocupadas com as nossas famílias, os nossos entes queridos e todas as outras pessoas que vivem no nosso país, do qual estamos completamente isoladas", afirmou a selecionadora Marziyeh Jafari.
"Estamos muito felizes por os iranianos-australianos nos apoiarem aqui", acrescentou.
"Viemos até aqui para disputar um jogo de futebol de forma profissional e vamos fazer tudo para nos concentrarmos no próximo encontro", sublinhou.
As iranianas participaram pela primeira vez na Taça Asiática feminina em 2022, tornando-se ícones num país onde os direitos das mulheres são fortemente limitados.
