Com um olhar apaixonado e olhos a brilhar, Robert Andrich contemplava a taça dourada.
"Vejo-a todos os dias em casa", revelou o capitão do Bayer Leverkusen após garantir mais uma presença nas meias-finais: "Está ao lado da televisão, encomendei uma vitrina demasiado grande, a minha mulher já se conformou com isso."
Mesmo que, caso volte a triunfar em 2024, não queira colocar uma segunda réplica da taça na sala, Andrich confessa saudades de Berlim.

"Nota-se, quando já lá estiveste, queres sempre voltar, dás sempre um pouco mais", afirmou na ZDF após o discreto 3-0 nos quartos de final frente ao St. Pauli.
A final de 23 de maio é, esta época, provavelmente a única hipótese realista de título para o Bayer Leverkusen. Na Bundesliga e na Liga dos Campeões, a conquista parece mais improvável.
Por isso, "o foco pode estar um pouco mais na Taça da Alemanha", disse Jonas Hofmann, que pretende motivar os colegas para o último passo com as experiências do ano do título.
Aqueles que estiveram há dois anos no Estádio Olímpico "vão contar aos outros como é especial levantar algo metálico naquele palco".

"Há sempre algo a melhorar"
A máquina de resultados do treinador Kasper Hjulmand, que começou o ano com dificuldades, voltou a funcionar em pleno. Frente a uns Kiezkicker empenhados, mas inofensivos, o Bayer "não fez realmente um bom jogo", admitiu Andrich, mas "na Taça isso pouco me importa".
"Se estivermos em Berlim e levantarmos o troféu, ninguém vai querer saber disso", assumiu.
O terceiro apuramento consecutivo para as meias-finais em três anos não escondeu, na noite de terça-feira, as lacunas da equipa do Reno, renovada no verão. "O nosso problema não está no futebol", considerou Andrich.
Falta de intensidade, concentração e eficácia têm sido apontadas como questões recorrentes nas últimas semanas. "Independentemente de ganhares, jogares bem ou mal, há sempre algo a melhorar", disse Andrich.
