Recorde as incidências da partida

"Hoje como antigamente, nada temos que temer. Belenenses para a frente, com a certeza de vencer", diz o hino do Belenenses. E a equipa seguiu a letra à risca, desde início, na receção ao primodivisionário Famalicão.
Em bloco subido, os azuis inauguraram o marcador aos 14 minutos, por intermédio de Cain Attard, médio maltês que aproveitou um mau alívio da defesa do Famalicão para, na ressaca a uma tentativa de Chima Akas, colocar o Belenenses na frente do marcador.
O Famalicão reagiu e pouco depois da meia hora, aos 31 minutos, Gustavo Sá bateu um livre direto e os dois centrais trataram do resto: desvio de Justin De Haas e finalização de Riccieli. 1-1 no marcador.
O Belenenses sentiu o golo e, aos 33', Afonso Rodrigues, de cabeça, ficou pertíssimo de operar a reviravolta.
O intervalo fez bem aos azuis de Bruno Dias, que voltaram a surgir com fôlego no segundo tempo.
E foi depois de uma bela defesa, num remate colocado e de meia distância de Clé, desviando para canto, que Luiz Júnior borrou a pintura aos 61 minutos. Livre de Chapi Romano, cabeceamento de Chima Akas e o guarda-redes brasileiro a deixar a bola passar por entre as pernas.
O Belenenses voltava a estar na frente, o Famalicão estava novamente obrigado a reagir e fê-lo, uma vez mais, aproveitando as bolas paradas e a estatura francamente superior à linha defensiva dos azuis. Aos 67 minutos, canto batido por Aguirregabiria e Cádiz, mais alto que a concorrência, a cabecear para o 2-2.
O cenário ia ficando ainda pior para o Belenenses aos 69 minutos, quando Luiz Júnior saiu da baliza e Danny, na tentativa de cortar a bola, acertou no guarda-redes do Belenenses. O árbitro Fábio Melo mostrou o vermelho do número 8 da equipa do Restelo mas, após ver as imagens no VAR, reverteu a decisão e ficou-se pelo cartão amarelo.
Aos 86 minutos, de livre direto, Gustavo Sá testou a atenção de Guilherme Oliveira, antes do médio internacional sub-21 português cair na grande área dos azuis e o árbitro, Fábio Melo, considerar simulação, tendo mostrado o segundo cartão amarelo, aos 90+1 minutos, e respetivo vermelho.
Em superioridade numérica, o Belenenses fez das fraquezas forças, foi para cima do Famalicão, com coração, muita alma e, aos 90+10 minutos, Clé cruzou para a área, Rúben Lima cortou e Fábio Melo assinalou grande penalidade a favor dos azuis, por mão na bola do defesa.
Aos 90+12, Duarte Valente, o capitão do Belenenses, bateu a grande penalidade e fez o 3-2 para a equipa da casa, perante a euforia de um Estádio do Restelo de volta aos grandes palcos. E com estrondo.

