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Não é a primeira vez que o treinador espanhol comenta sobre assuntos fora do futebol, e ele insistiu que não será a última, apesar dos apelos para que se concentre exclusivamente em questões desportivas.
Antes do jogo da segunda mão da meia-final da Taça da Liga Inglesa frente ao Newcastle, esta quarta-feira, o treinador do Manchester City emocionou-se ao falar sobre as imagens de crianças mortas e feridas em zonas de conflito por todo o mundo.
Os conflitos na Palestina, na Ucrânia e no Sudão, assim como os recentes tiroteios e confrontos envolvendo agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e outras forças federais de imigração nos Estados Unidos, indignaram profundamente Guardiola.
"Nunca, jamais na história da humanidade tivemos essas informações bem diante dos nossos olhos (...) o genocídio na Palestina, o que aconteceu na Ucrânia, o que aconteceu na Rússia, o que aconteceu em todo o mundo, no Sudão, em todos os lugares", declarou.
"Esses são os nossos problemas como seres humanos. Existe alguém que veja as imagens de todo o mundo e não se sinta afetado?", perguntou.
"Se fosse o contrário, isso magoar-me-ia. Desejar o mal a outro país? Isso magoa-me. Aniquilar milhares de pessoas inocentes, isso magoa-me", afirmou.
Guardiola, de 55 anos, sublinhou que a sua posição nada tem a ver com política ou com tomar partidos, mas sim com a defesa da vida humana, onde quer que civis estejam a sofrer.
"Quando se tem uma ideia e é preciso defendê-la matando milhares de pessoas… lamento, mas posicionar-me-ei contra isso. Estarei sempre presente, sempre."
