Recorde as incidências da partida
Gonçalo Nunes (treinador do Torreense):
“Não há segredo, é o trabalho diário, o que tem sido a evolução enquanto equipa, a organização, a disciplina tática, que hoje foi muito importante e claramente o que tem sido uma característica muito própria desta equipa.
Realçar a capacidade de entreajuda, num jogo em que tivemos de ter essa valência muito presente, porque jogámos com menos uma jogadora durante cerca de 70 minutos, e essa foi a chave para conseguirmos um primeiro objetivo, que era chegar aos penáltis.
Tentámos continuar a ter a nossa identidade, sabíamos que em alguns momentos íamos ter de defender mais baixo, seria parte do jogo, mas a mensagem que passámos era de tentar sempre manter o jogo e escolher os momentos de pressionar e manter o jogo longe da nossa zona defensiva. Com a qualidade do Benfica iria sempre ser muito difícil aguentarmos o jogo. Estas jogadoras são fantásticas pela sua capacidade de dar resposta a momentos destes com muita naturalidade”.
Ivan Batista (Treinador do Benfica):
“Faltou o golo. Tivemos oportunidades e domínio. O Torreense não se limitou à contenção depois da expulsão. A proposta de jogo delas, sem qualquer crítica, porque tudo é valido, é de uma equipa fechada, que não se expõe, que procura fazer a diferença no jogo direto e nas bolas paradas. Com menos uma jogadora em campo, fecharam-se ainda mais, num bloco muito baixo.
As jogadoras tentaram, estou muito orgulhoso daquilo que elas fizeram. Conseguimos duas ou três oportunidades claras de golo, tivemos um golo anulado e estivemos muito perto de conseguir um desfecho diferente do que o que o Torreense quis desde o início do jogo, que era levar isto para penáltis. Aí, naturalmente, não é justo falar de sorte, mas foram mais competentes que nós. A beleza do futebol é isto, uma equipa que faz um remate à baliza acaba por conseguir ganhar um jogo de futebol. Estamos desiludidos por não conseguir seguir em frente nesta prova, que era um dos objetivos da época, mas restam-nos os dois principais objetivos, o campeonato e a Taça de Portugal.
Temos coisas muito boas para lutar até ao fim da época. A vantagem no campeonato não é confortável, temos de lutar jogo após jogo e, na taça, a vantagem que temos é marginal. Quando chegar esse jogo, temos de tentar 'carimbar' essa passagem ao Jamor, para depois sermos mais felizes aqui do que fomos hoje”.
