Taça da Liga: Duarte Gomes, José Couceiro, Rui Patrício e Costinha no Debate Meta 2028

Debate Meta 2028 teve lugar no Estádio Municipal de Leiria
Debate Meta 2028 teve lugar no Estádio Municipal de LeiriaLiga Portugal

O Estádio Municipal de Leiria, que recebe a Final Four da Taça da Liga, foi o palco do Debate Meta 2028, que contou com as presenças de Duarte Gomes (Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da FPF), José Couceiro (treinador e antigo Diretor Técnico Nacional da FPF), Rui Patrício (ex-futebolista internacional) e Costinha (treinador e ex-futebolista internacional), moderados por Manuel Queiroz (Presidente do CNID).

Com Reinaldo Teixeira, Presidente da Liga Portugal, na plateia, bem como representantes das Sociedades Desportivas, Associações de Classe e Associações Distritais e Regionais, o debate abordou temas como a melhoria da qualidade de jogo e da competitividade do Futebol Profissional, fulcrais para cumprir desígnio da iniciativa Meta 2028: recolocar Portugal no top-6 do ranking UEFA.

Temos de ter ainda melhores jogadores, não só do ponto de vista técnico, mas também na postura que têm dentro de campo. Isto passa pela formação. Depois, temos os árbitros e os treinadores. Estes três são agentes fundamentais para termos melhor qualidade de jogo. É preciso também olhar para a competição em si, e saber que modelo é que precisamos para potenciar a nossa realidade”, assumiu José Couceiro.

Por seu lado, Duarte Gomes apresentou a perspetiva da arbitragem nacional sobre os temas: “Não nos demitimos da enorme responsabilidade que temos ao nível da qualidade do jogo, e estamos muito cientes que temos muito a progredir nessa matéria. Um árbitro menos bom pode tornar um excelente jogo num mau, tal como um ótimo árbitro pode tornar um encontro menos bom num melhor. Nós trabalhamos com os nossos árbitros para os qualificar o melhor que podemos”.

Costinha, por seu lado, focou-se na transição de jogadores de contextos formativos para o Futebol Profissional.

Tem de existir uma reflexão por parte de quem está á frente dos clubes. É necessário dar tempo ao tempo, deixar os jovens crescerem com qualidade”, afirmou.

Já Rui Patrício abordou a necessidade de aumentar as assistências nos estádios e o papel que deve ser atribuído aos jogadores nesse caminho: “É necessário perceber como se pode aproveitar os jogadores, que são um grande ativo, para trazerem o público para o estádio. Os adeptos, em especial as crianças, vão aos jogos para ver os jogadores. Têm de ir buscar as pessoas, acabando por ajudar também os próprios clubes.”

Falando especificamente de paragens no decorrer dos encontros, Duarte Gomes abordou algumas melhorias que considera essenciais: “O motivo que mais impede o ritmo de jogo não é o número de faltas. Nem está nos três primeiros. São a demora nos recomeços de jogo, nas assistências médicas, nos exames em campo e no transporte do jogador, bem como as substituições e os conflitos entre jogadores. Os árbitros têm um papel muito importante na abordagem técnica que fazem do jogo, para só considerarem lances faltosos aqueles que sejam considerados evidentes. Estamos a trabalhar nisso. É um papel muito importante, na forma como devem dissuadir comportamentos antidesportivos, de perdas de tempo, sendo mais enérgicos, atuando disciplinarmente em situações de demora excessivas.”

Durante a sua intervenção, José Couceiro falou também da enorme paixão que envolve o futebol em Portugal.

Cerca de três quartos da população nacional gosta de futebol, por isso nós temos paixão. Mas isso só por si não chega. É preciso um enquadramento para podermos aproveitar essa paixão no sentido positivo. Quando falamos na melhoria da qualidade do jogo, a arbitragem é um ponto, também os jogadores e instalações. Mas o segredo do sucesso de uma competição está no equilíbrio entre os competidores. Temos de pensar enquanto estrutura para criamos esse equilíbrio”, disse.