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Autor de 12 golos em 137 jogos oficiais pelo emblema vimaranense, que representou entre as temporadas 1996/97 e 2000/01, e de três golos e duas assistências na única época pelos arsenalistas, 2003/04, o antigo médio assumiu ser “bonito” ver as equipas minhotas disputarem “uma final tão importante”, marcada para as 20:00.
“Espero um jogo divertido e bem disputado. Espero que quem jogue melhor vença. É bonito ver as minhas antigas equipas numa final tão importante. Ambas as equipas merecem estar em palcos grandes e lutar por títulos, como é ambição de ambos os clubes”, disse à Lusa, perspetivando ver a final pela televisão, a partir de Estocolmo, onde vive.
O sueco, de 52 anos, apercebeu-se da importância dos embates entre vitorianos e bracarenses assim que chegou a Guimarães, ao ver “o estádio mais cheio”, com “um ambiente mais elétrico”, e realçou que o clássico do Minho é “um daqueles jogos que todos gostam de jogar”, após participar em oito dérbis pelo Vitória, dos quais triunfou em quatro, e em dois pelo SC Braga, tendo vencido um.

Ao serviço da formação da cidade berço, Söderström contribuiu para o terceiro lugar na Liga Portugal de 1997/98 e marcou na goleada por 5-1 ao emblema vizinho, no início da temporada 1998/99, num período em que os desempenhos vimaranenses no campeonato tendiam a superar os dos bracarenses.
"(O Vitória) era uma equipa muito forte. Naquela altura, jogávamos olhos nos olhos com os grandes, sem medo. Quando jogávamos contra o SC Braga, sabíamos que eram jogos complicados, mas entrávamos com um pouco mais de poder”, recorda.
O médio transferiu-se de Guimarães para o FC Porto no início da época 2001/02 e rumou a Braga por empréstimo dos dragões em 2003/04, temporada em que contribuiu para o quinto lugar arsenalista e apontou o golo inaugural do triunfo caseiro, por 2-1, no Estádio 1.º de Maio, sobre um rival que viveu uma época aflitiva e foi 14.º da tabela.
“Quando faço aquele golo com a camisola do Braga não festejei para respeitar os meus anos em Guimarães. Ambos os clubes são grandes em Portugal. O SC Braga tem crescido muito nos últimos 10 a 15 anos. O Vitória SC está a fazer um bom trabalho. É um orgulho representar dois emblemas tão importantes de Portugal”, salientou.

Depois de conviver com o presidente mais longevo da história do Vitória, António Pimenta Machado, “um líder de peso” com o qual se tinha de “trabalhar ao máximo”, sob pena de haver “murro na mesa”, o ex-jogador sueco integrou o primeiro plantel arsenalista organizado pelo presidente António Salvador e sentiu, desde logo, a ambição do dirigente em elevar o patamar competitivo do clube.
“A ambição do António Salvador era criar um clube que fosse o quarto grande de Portugal. Estava extremamente disciplinado para colocar as pessoas a trabalhar dia e noite para o clube crescer. Com o António Salvador, o SC Braga deu um passo importante para ser um grande no futebol português”, assinala.
O Vitória SC, vencedor de uma Supertaça e de uma Taça de Portugal, e o SC Braga, com três edições da Taça de Portugal e três da Taça da Liga, protagonizam uma final inédita nas competições nacionais no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, no sábado, às 20:00, com arbitragem de Hélder Malheiro, da associação de Lisboa.
