Recorde as incidências do encontro
O Presidente Bassirou Diomaye Faye declarou segunda-feira feriado nacional após o apito final, que levou adeptos em festa a invadirem as rotundas do trânsito por toda a capital costeira, depois da vitória do Senegal por 1-0 no prolongamento.
O encontro foi repleto de emoção, com o treinador do Senegal, Pape Bouna Thiaw, a ordenar aos seus jogadores que abandonassem o relvado quando o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala assinalou um penálti tardio a favor dos anfitriões Marrocos.
O atraso de 14 minutos só terminou quando Sadio Mane conseguiu convencer os seus colegas a regressarem ao relvado.
O guarda-redes do Senegal, Edouard Mendy, defendeu depois o remate em estilo Panenka da estrela de Marrocos, Brahim Diaz, e o médio Pape Gueye marcou o golo da vitória aos 94 minutos.
Apesar de o treinador de Marrocos, Walid Regragui, ter afirmado posteriormente que o comportamento do seu homólogo senegalês "não foi elegante", as multidões reunidas junto ao Monumento ao Renascimento Africano, em Dacar, consideraram que as suas ações foram justificadas.
"Esta Taça das Nações Africanas foi cheia de batota. Fizeram batota até ao fim do jogo, mas íamos vencer", disse Mohamed Diop, enquanto à sua volta rezavam e sopravam vuvuzelas.
"Roubar e criar um cenário como se fosse uma série da Netflix é absurdo. Uma Taça das Nações Africanas não é uma série da Netflix".
Outros adeptos elogiaram a serenidade de Mane, que já afirmou que esta Taça das Nações Africanas seria a sua última.
"Houve demasiada batota, mas quando Sadio Mane não aceitou que os nossos jogadores abandonassem a competição, isso ajudou verdadeiramente o Senegal", disse Idrissa Diallo.
"Teríamos tido problemas se tivéssemos saído".
A polémica continuou após o jogo, com a conferência de imprensa de Thiaw a ser cancelada depois de ter sido vaiado por jornalistas marroquinos ao entrar na sala, enquanto os seus colegas senegaleses o aplaudiram.
De regresso ao Senegal, o Presidente Faye, numa mensagem publicada no X, enalteceu a equipa vencedora.
"Ao entregar-lhes a bandeira nacional, confiámos-lhes uma missão. Cumpriram-na de forma brilhante, ao fim de um jogo épico, elevando as cores do Senegal ao topo do futebol africano", concluiu.
