Referiram que aguardam "desde 18 de janeiro para saber do que são acusados", queixando-se de terem sido interrogados pela polícia "em francês e em árabe", quando só compreendem "wolof", de acordo com o texto enviado ao seu advogado Patrick Kabou. Pedem que "pelo menos (...)ouçam a (sua) versão dos factos".
"Dado que nos negam o nosso direito à justiça, decidimos, a partir de hoje (sexta-feira), iniciar um jejum contínuo em oração e recolhimento, até ao dia em que a justiça marroquina nos conceda a oportunidade de nos expressarmos", explicaram.
Estes adeptos estão a ser acusados de "hooliganismo", uma acusação que inclui atos de violência, nomeadamente contra as forças de segurança, danos em equipamentos desportivos e arremesso de objetos.
A primeira audiência do seu julgamento, no final de janeiro, foi adiada a pedido da defesa e da parte civil, para que pudessem preparar melhor os processos.
Outra audiência realizou-se brevemente na quinta-feira, durante a qual os seus pedidos de liberdade condicional foram recusados. O julgamento foi adiado para 12 de fevereiro devido a uma greve dos advogados em Marrocos.
