Análise: Os líderes estatísticos em destaque na CAN-2025

Brahim é o melhor marcador da Taça das Nações Africanas
Brahim é o melhor marcador da Taça das Nações AfricanasGABRIEL BOUYS / AFP

Chegados ao momento de maior emoção, com a fase a eliminar da Taça das Nações Africanas, analisamos quem são os jogadores que chegam em melhor forma e com as melhores estatísticas.

A emoção das eliminatórias apodera-se da Taça das Nações Africanas. Ao longo de quatro dias, vão sendo afastados candidatos ao título e reforçadas outras candidaturas. O Senegal-Sudão e o Mali-Tunísia dão o pontapé de saída nos oitavos de final, este sábado.

Uma ronda que não só definiu os 16 participantes, como também começou a destacar alguns nomes no torneio. Com base nas estatísticas do BeSoccer Pro, analisamos quem são os futebolistas com melhores números e que mais se evidenciaram até agora. 

Os marroquinos Ayoub El Kaabi e Brahim Díaz, assim como o argelino Riyad Mahrez, lideram a tabela dos melhores marcadores. A partir daqui, olhamos com mais atenção para outros destaques. 

Ademola Lookman não tem tido tanto protagonismo como o trio de melhores marcadores, mas está a ser o mais produtivo do torneio. Só disputou dois jogos, mas já conseguiu dois golos e duas assistências, o que faz dele o futebolista que mais golos participou até ao momento. O sul-africano Lyle Foster também soma quatro (igualmente divididos entre golos e assistências), embora tenha precisado de mais um jogo para o conseguir.

Outro aspeto interessante nos golos é o dos jogadores que saíram do banco para mudar o rumo dos encontros. Neste capítulo, destaca-se o senegalês Cherif Ndiaye, o único a marcar mais do que um golo desta forma. Frente ao Botsuana e ao Benim entrou nos minutos finais e, em ambos, marcou o terceiro golo da sua seleção. E com outra curiosidade: ambos foram apontados nos descontos (90' e 90+7', respetivamente). 

Mesmo assim, o ugandês Denis Omedi, já eliminado, pode sair de cabeça erguida, pois, com um golo e uma assistência a partir do banco, iguala temporariamente esse feito de ter contribuído para dois golos. 

E se estes brilharam nos momentos finais, há três jogadores que se destacaram por terem inaugurado o marcador em dois jogos: Riyad Mahrez, Brahim e Amad Diallo. Mo Salah, como seria de esperar, também apresenta um feito decisivo na competição: os seus dois golos até agora valeram vitórias — frente ao Zimbabué (2-1) e à África do Sul (1-0). 

Mestres da distribuição

No que toca às estatísticas de passe, vários jogadores já se destacaram de forma notável. Como Olivier Verdon. O central do Benim lidera em passes certos (211), passes longos certos (31), passes progressivos certos (37) e passes verticais (115).

No entanto, quando a bola se aproxima da área adversária, são as estrelas da CAN e os veteranos que mandam: Sadio Mané é quem soma mais passes em profundidade (11) e Mo Salah é o que mais passes fez que terminaram em remate (8). 

Também o senegalês do Al Nassr destaca-se no drible. É quem mais tentou (19), mas o seu elevado índice de sucesso faz dele igualmente o que mais completou (15). No que diz respeito aos dribles em zonas perigosas, Nico Jackson mostrou-se infalível: todos os que tentou nesse setor, 5, foram bem sucedidos.

Líderes no um contra um

Analisando as várias estatísticas de duelos, alguns dos nomes já referidos voltam a aparecer; outros juntam-se à lista. É o caso do lateral tanzaniano Haji Mnoga, o que mais venceu até agora (38). Também lidera nos duelos no solo (52).

Os duelos aéreos ganhos pertencem ao beninense Steve Mounié (18), que também é quem mais disputou (32). O nigeriano Wilfred Ndidi e Alphonce Mabula são os que mais duelos defensivos enfrentaram, com 32, embora haja um empate a quatro entre os que mais venceram. Além do pilar da Tanzânia, juntam-se Ali Abdi (Tunísia), Mathews Banda (Zâmbia) e Hassane Imourane (Benim), todos com 18. Sadio Mané reforça as suas estatísticas no topo dos duelos ganhos no solo (30).

Os melhores guarda-redes do torneio

No que diz respeito aos guarda-redes, nem tudo se resume ao 'Zamora', onde Bono, Édouard Mendy e Lionel Mpasi (RD Congo) lideram com apenas um golo sofrido em três jogos. Luca Zidane, por exemplo, mantém o registo de balizas invioladas, embora tenha sido suplente no terceiro encontro. 

Goitseone Phoko foi eliminado com o Botsuana e leva o infortúnio de ser o mais batido (7), mas também é, até ao momento, quem mais defesas realizou (21). Já Ernan Siluane, que continua em prova com Moçambique, destaca-se com a melhor média de golos evitados (2,64). 

Um dado curioso: o guineense Jesús Owono despediu-se da competição como o único a sofrer 3 golos de cabeça.