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Os nigerianos vão defrontar os anfitriões da CAN, Marrocos, em Rabat, esta quarta-feira, procurando dar continuidade à excelente forma que os levou até às últimas quatro equipas.
Chegaram à final da última Taça das Nações, há dois anos, na Costa do Marfim, antes de perderem frente aos anfitriões, enquanto Iwobi também fez parte da equipa que atingiu as meias-finais em 2019.
No entanto, afirmou que um ambiente mais positivo fora do relvado – apesar das notícias sobre desentendimentos com a federação nacional de futebol devido aos prémios – está agora a ajudar a revelar o melhor de si e de uma equipa no auge.
"Sinto que a diferença está no sentido de irmandade, no ambiente familiar que criámos uns para os outros", disse o jogador do Fulham, de 29 anos, numa conferência de imprensa lotada na capital marroquina.
"Claro que nas edições anteriores da CAN estivemos muito bem. A equipa era muito forte, mas ao mesmo tempo éramos jovens e estávamos a aprender uns sobre os outros. Sinto que neste momento todos estão a entrar no seu auge, todos estão a destacar-se nos seus clubes e nota-se a alegria e a química que temos quando jogamos pela nossa seleção. Não é só dentro do campo, também fora dele existe uma grande união, somos uma verdadeira família. Tudo começa no treinador – foi ele que trouxe essa irmandade", explicou Alex Iwobi.
A Nigéria passou com dificuldades pela sua campanha de qualificação para o Mundial e viu os seus sonhos de chegar à fase final desvanecerem-se com uma derrota nos penáltis frente à República Democrática do Congo em Rabat, em novembro.
Isso aconteceu apesar da clara melhoria de forma após a nomeação do antigo treinador do Mali, Chelle, há 12 meses.
"Sempre demos o máximo", garantiu Iwobi.
"Na qualificação do Mundial também queríamos vencer, mas foi um momento difícil para nós, e usámos essa desilusão como motivação para conquistar algo pela nossa seleção, por nós próprios, pelas nossas famílias", acrescentou.
Ndidi suspenso
Entretanto, Chelle admitiu que a presença de dois vencedores recentes do prémio de melhor jogador africano do ano, os avançados Victor Osimhen e Ademola Lookman, facilita-lhe o trabalho.
A Nigéria é a equipa mais concretizadora do torneio, com 14 golos, incluindo quatro de Osimhen e três de Lookman.
Mas resta saber como vão reagir frente a Marrocos sem o capitão suspenso Wilfred Ndidi no meio-campo – Raphael Onyedika, do Club Brugge, deverá ser o substituto.
"Somos um grupo e há jogadores de grande qualidade à espera da oportunidade para mostrar o que valem", afirmou Chelle.
Marrocos, a seleção africana melhor classificada, espera tirar o máximo partido do fator casa, com quase 70.000 adeptos a apoiar na bancada do Estádio Príncipe Moulay Abdellah.
No entanto, o seu treinador Walid Regragui está bem consciente da qualidade que existe nas fileiras nigerianas.
"Vamos precisar de ser fortes mentalmente, mas quando se chega às meias-finais da CAN, é preciso elevar os níveis de concentração, correr mais para impedir que a Nigéria respire ou conseguir jogar com o mesmo impacto", alertou Regragui.
O homem que levou os Leões do Atlas às meias-finais do Mundial-2022 está sob enorme pressão para vencer o torneio em casa e sabe que há muitos críticos prontos a apontar-lhe o dedo caso falhe.
"No meu país é assim – é preciso aceitar quando se é treinador de Marrocos", afirmou.
"Em cada resultado há críticos. Mantenho-me focado na minha equipa. Luto pela minha seleção e contra os críticos sempre. O que digo aos meus jogadores é que não posso lutar contra isso. O que importa é o que fazem dentro do campo", acrescentou.
