Brahim Díaz (Real Madrid/Marrocos)
Os marroquinos talvez depositassem as suas esperanças de conquistar a CAN em casa no capitão Achraf Hakimi. No entanto, enquanto o jogador africano do ano participou pouco na fase de grupos, recuperando de uma lesão, Brahim Díaz não perdeu tempo a afirmar-se como peça fundamental da equipa.
O criativo do Real Madrid, de 26 anos, marcou em todos os jogos, incluindo o golo decisivo frente à Tanzânia, nos oitavos de final. Com isso, tornou-se o melhor marcador do torneio, com quatro golos.
Nascido em Málaga, Brahim Díaz representou a seleção principal de Espanha em 2021, mas depois optou por jogar por Marrocos, país de origem do seu pai. O antigo extremo do Manchester City e AC Milan integrou a equipa dos Leões do Atlas pouco depois da última CAN, em 2024, e terá um papel importante frente aos Camarões esta sexta-feira.
Christian Kofane (Bayer Leverkusen/Camarões)
Os Camarões parecem atravessar um período de constante instabilidade, mas até agora têm realizado uma CAN positiva, graças a vários jovens talentos. Nenhum mais do que Kofane, avançado de 19 anos natural de Duala, que chegou ao Bayer Leverkusen antes desta época, oriundo do Albacete, da segunda divisão espanhola.
Disputou de início 10 jogos pelo Leverkusen esta temporada, tendo marcado frente a equipas como o Borussia Dortmund, e na Liga dos Campeões contra o PSV Eindhoven. Estas exibições convenceram o novo treinador dos Leões Indomáveis, David Pagou, a convocá-lo para a deslocação a Marrocos.
Kofane estreou-se no empate 1-1 frente à Costa do Marfim, depois marcou o golo da vitória contra Moçambique no último jogo do grupo e, de seguida, apontou o golo decisivo no triunfo 2-1 sobre a África do Sul, nos oitavos.
Ibrahim Mbaye (PSG/Senegal)
O extremo de 17 anos do PSG cresceu nos arredores de Paris e representou França nas camadas jovens, antes de decidir, na véspera da CAN, jogar pelo Senegal, país do seu pai.
Mbaye, que soma 20 jogos pelos campeões europeus do PSG esta época, estreou-se pelos Leões da Teranga num amigável perdido em novembro, frente ao Brasil.
Em Marrocos, teve um impacto relevante para o Senegal, mostrando estar ao nível de jogadores como Sadio Mané e Iliman Ndiaye.
Mbaye entrou a partir do banco e fez a assistência para o empate no 1-1 frente à RD Congo, e voltou a assistir como suplente no 3-0 diante do Benim. Mais uma vez vindo do banco, Mbaye marcou o terceiro golo no 3-1 contra o Sudão, nos oitavos. Agora, o Senegal vai defrontar o Mali nos quartos de final, esta sexta-feira.
Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen/Argélia)
"Mazadona" tem entusiasmado na caminhada da Argélia até aos quartos de final. O médio ofensivo de 20 anos, nascido em Berlim, jogou pela Alemanha nas seleções jovens mas tem raízes argelinas e escolheu representar a Argélia no final de 2024, depois das excelentes exibições pelo Hertha Berlim.
Maza, que chegou ao Leverkusen antes desta época, por cerca de 12 milhões de euros, teve um impacto enorme na Argélia, atuando atrás do avançado.
Entrou como suplente e marcou na vitória de estreia frente ao Sudão, depois foi titular em todos os jogos seguintes, conquistando o prémio de melhor em campo contra o Burkina Faso, e ainda marcou frente à Guiné Equatorial. Um talento com futuro brilhante.
Akor Adams (Sevilha/Nigéria)
O poderoso avançado de 25 anos é um reforço importante para o temível ataque nigeriano, liderado por Victor Osimhen e Ademola Lookman.
Adams, que chegou ao Sevilha oriundo da Ligue 1 (Montpellier) há um ano, não fazia parte da seleção nigeriana até outubro, altura em que marcou na estreia nas qualificações para o Mundial, frente ao Lesoto.
Disputou os dois primeiros jogos em Marrocos, ajudando na qualificação para os oitavos, depois ficou de fora frente ao Uganda. Mas regressou ao onze inicial no 4-0 contra Moçambique, na segunda-feira, sendo decisivo com um golo e uma assistência, enquanto a equipa de Eric Chelle garantiu o duelo com a Argélia.
