Os arguidos foram julgados no tribunal de Rabate por "hooliganismo", acusação que inclui atos de violência, nomeadamente contra as forças de segurança, danos em equipamentos desportivos, invasão do relvado e lançamento de objetos, durante a final marcada por incidentes, vencida pelo Senegal.
Nove deles foram condenados a um ano de prisão e a uma multa de 5.000 dirhams (cerca de 460 euros), seis a seis meses e 2.000 dirhams de multa (180 euros) e os três restantes a três meses e a uma multa de 1.000 dirhams (90 euros).
"Expressamos a nossa profunda consternação e o nosso desânimo após o veredito contra os 18 adeptos senegaleses. Esta decisão, de uma severidade incompreensível, provoca uma forte indignação", afirmou o presidente da comissão de comunicação da FSF, Bacary Cissé, contactado pela AFP.
"O que consideramos uma forma de injustiça flagrante contra os nossos compatriotas é alarmante. Confrontos ocorrem em muitos estádios pelo mundo, incluindo todos os fins de semana no Marrocos, sem que isso leve a sanções deste tipo. O tratamento dado a estes adeptos parece, por isso, desproporcionado", acrescentou.
"É incompreensível", reagiu na quinta-feira junto da AFP Patrick Kabou, o advogado senegalês dos arguidos inscrito na ordem dos advogados do Gers, em França, denunciando o facto de os seus clientes servirem de "bodes expiatórios".
Um cidadão francês, julgado juntamente com os senegaleses por ter lançado uma garrafa de água, foi condenado a três meses de prisão e a uma multa de 1.000 dirhams (90 euros).
No dia 18 de janeiro, durante a final da CAN em Rabate, o Senegal venceu por 1-0 no final de um jogo caótico. Após um penálti concedido ao Marrocos no tempo adicional da segunda parte, logo depois de um golo anulado ao Senegal, adeptos senegaleses tentaram invadir o relvado e lançaram objetos para o campo.
