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O belga Hugo Broos ficou conhecido por ter conduzido uma jovem equipa dos Camarões ao título em 2017, quando venceram o Egito na final, mas acabou por abandonar o cargo dez meses depois, tendo sido forçado a sair.
Assumiu o comando da África do Sul em maio de 2021 e tornou-se o treinador com mais tempo à frente da seleção, levando a equipa à medalha de bronze na Costa do Marfim, há dois anos, e à fase final do Mundial em 2026.
“Preferia defrontar os Camarões na final. É evidente. Talvez seja um pouco cedo demais para nos encontrarmos agora", afirmou Hugo Broos aos jornalistas este sábado.
“É um jogo muito especial para mim e penso que percebem porquê. Apesar de já não restarem muitos jogadores do meu tempo lá, penso que só ficou um, mas não tenho a certeza. No entanto, quando se conquista algo com um país, há sempre um pequeno lugar no coração que fica para o resto da vida. É o que acontece comigo e com os Camarões. Não é por ser um jogo especial para mim que vamos deixar espaços no relvado. Amanhã não haverá piedade. Tenho de vencer este jogo porque sou o treinador da África do Sul", explicou.
Broos confessou ter ficado agradavelmente surpreendido com os Camarões nesta competição, depois de terem somado sete pontos nos três jogos do Grupo F, terminando na segunda posição, atrás da Costa do Marfim.
“Fiquei um pouco surpreendido com esta equipa dos Camarões. Mudou bastante em relação à que disputou a qualificação para o Mundial”, referiu.
“Fiquei surpreendido com a forma como jogam. Tornaram-se uma equipa muito forte. É jovem, com alguns jogadores talentosos, espírito de luta e uma mentalidade forte. Isso significa que amanhã temos de estar ao nosso melhor nível se quisermos vencê-los", acrescentou o treinador.
Broos voltou a criticar a organização do torneio, já que a África do Sul foi obrigada a ficar num hotel a 45 minutos de distância do local de treino, que é também a casa do futebol marroquino, onde os potenciais adversários dos quartos de final também se preparam.
Sugeriu que isso deixa tanto a sua equipa como os Camarões expostos à possibilidade de os seus treinos serem observados por Marrocos, seja qual for a seleção que passar para defrontar os anfitriões.
“Tenho de dizer que não estou nada satisfeito com a situação atual. Estamos a 45 minutos do local de treino, o que significa que, como ontem, vamos passar mais de três horas em deslocações – 45 minutos a ir, uma hora e um quarto de treino, e depois mais 45 minutos a regressar. Não, isso não me deixa nada contente. Se a minha informação estiver correta, tanto os Camarões como nós temos de treinar no centro de estágio de Marrocos, os nossos próximos adversários. Não percebo como é que a CAF permitiu isso, mas pronto… Tenho de o dizer porque me deixa descontente antes do jogo de amanhã", desabafou.
