Acompanhe as incidências da partida
As duas seleções conquistaram os respetivos grupos, cedendo apenas um empate na primeira fase, e, até ao jogo decisivo, só Marrocos precisou de levar a decisão para além do tempo regulamentar, ao vencer a Nigéria nas meias-finais, no desempate por grandes penalidades, numa espécie de final antecipada.
A solidez defensiva foi decisiva para este registo imaculado: Marrocos e Senegal são as defesas menos batidas do torneio, com apenas um e dois golos sofridos, respetivamente, após seis encontros disputados.
Para este duelo de leões - os do Atlas, de Marrocos, e os de Teranga, do Senegal -, que vai definir o sucessor da Costa do Marfim, conta ainda o registo ofensivo: os senegaleses apresentam o segundo ataque mais realizador, com 12 golos marcados (a Nigéria, já eliminada, fez 14), enquanto Marrocos responde com o melhor marcador do torneio.
Brahim Díaz já marcou cinco golos e, sem a concorrência de Mohamed Salah (Egito) e Victor Osimhen (Nigéria), ambos com quatro, está bem encaminhado para ser o melhor artilheiro. Cherif Ndiaye, do Senegal, soma apenas dois tentos.
Díaz, jogador do Real Madrid, natural de Málaga, Espanha, e com dupla nacionalidade, é um dos principais candidatos ao título de jogador do torneio, suplantando as estrelas das duas seleções - o compatriota Achraf Hakimi (Paris Saint-Germain) e o senegalês Sadio Mané (Al Nassr), extremo que liderou os leões de Teranga ao primeiro título da CAN, em 2021.
No caso de Marrocos, o único troféu continental remonta a 1976, há precisamente 50 anos, um número redondo que faz sonhar a nação magrebina, que foi carrasco de Portugal no último Campeonato do Mundo.
A equipa é liderada por Walid Regragui, figura histórica no Mundial-2022, quando conduziu os leões do Atlas ao quarto lugar, logrando a melhor classificação de sempre de uma seleção africana na competição.
A decisão da CAN-2025 está marcada para domingo, às 19:00 (hora em Lisboa), no Estádio Prince Moulay Abdallah, em Rabat, o segundo maior do país, com capacidade para 68.095 espectadores (expansível para 68.700 no Mundial-2030), numa história de 34 edições em que apenas nove anfitriões conquistaram a prova (o Egito por três vezes e o Gana em duas ocasiões).
Na véspera da final, o Egito, recordista de troféus (sete), e a Nigéria discutem o último lugar do pódio, a partir das 17:00, em Casablanca.
