Os adeptos foram detidos em Marrocos após a final da Taça das Nações Africanas (CAN) a 18 de janeiro, acusados de violência contra as forças de segurança e de provocarem danos.
Na quinta-feira, um tribunal aplicou-lhes penas de prisão entre três meses e um ano, além de multas que podem chegar aos 545 dólares.
"Parece que esta questão ultrapassa o âmbito do desporto, o que é lamentável", afirmou o primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, no parlamento: "Para dois países que se consideram amigos, como Marrocos e Senegal, as coisas não deviam ter chegado a este ponto."
Disse ainda que a forma como Marrocos lidou com o caso "não dignifica" as relações entre os dois países, acrescentando que o Senegal fez "tudo o que devia" para garantir a libertação dos seus cidadãos.
Sonko referiu que o Senegal pode, se necessário, ativar um acordo bilateral que permite a transferência mútua de condenados.
O Senegal venceu a final por 1-0 em Rabate após um jogo caótico, em que adeptos senegaleses tentaram invadir o relvado e lançaram objetos.
