CAN-2025: Quatro duelos que podem decidir a final entre Senegal e Marrocos

Hakimi-Mané, Diaz-Mendy... quatro duelos por um título da CAN 2025
Hakimi-Mané, Diaz-Mendy... quatro duelos por um título da CAN 2025GETTY IMAGES / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Sadio Mané frente a Achraf Hakimi, Brahim Diaz contra Edouard Mendy ou Noussair Mazraoui a tentar travar Iliman Ndiaye... A final da Taça das Nações Africanas entre Marrocos e Senegal promete duelos intensos, este domingo em Rabate.

Achraf Hakimi - Sadio Mané

O senegalês Sadio Mané e o marroquino Achraf Hakimi são as grandes estrelas e líderes indiscutíveis das suas selecções, mas vivem dinâmicas opostas nesta CAN-2025.

Dizia-se que o Leão da Teranga estava a envelhecer aos 33 anos, menos competitivo desde que saiu para o campeonato saudita em 2023, mas Mané continua a ser o homem providencial do Senegal. Destacou-se com dois golos, um deles na meia-final frente ao Egipto (1-0), e ainda somou três assistências.

Uma das chaves da final estará na capacidade de Achraf Hakimi para travar Mané no seu corredor direito. O capitão marroquino, considerado o melhor do mundo na sua posição, iniciou "a sua" CAN ainda a recuperar de uma lesão no tornozelo sofrida em novembro ao serviço do PSG.

O Marrocos ainda não viu o Hakimi da época passada no PSG. Apesar de ser decisivo, sobretudo em lances de bola parada, o seu contributo ofensivo tem sido bastante limitado e também não oferece tantas garantias defensivas como os seus colegas, que compõem a defesa mais sólida do torneio.

Brahim Diaz - Edouard Mendy

Enquanto o marroquino Brahim Diaz, melhor marcador da competição (5 golos), se afirma a nível internacional nesta CAN, Edouard Mendy, um dos trintões-mosqueteiros do Senegal, vive provavelmente uma das suas últimas campanhas com a selecção senegalesa.

O duelo Diaz - Mendy dependerá sobretudo da capacidade do virtuoso marroquino em encontrar energia extra para se libertar dos defesas, algo que não conseguiu fazer frente à Nigéria na meia-final.

Figura do Senegal nas campanhas de 2019 e 2022, ambas com presença na final (lesionou-se durante a competição em 2019), Edouard Mendy assumirá ainda o papel de líder da defesa dos Leões da Teranga na ausência de Kalidou Koulibaly, que está suspenso.

Noussair Mazraoui - Iliman Ndiaye

Noussair Mazraoui e Iliman Ndiaye são os verdadeiros polivalentes dos seus seleccionadores. O marroquino actuou na sua posição de eleição, à direita, nos dois primeiros jogos dos Leões do Atlas quando Hakimi foi poupado. O lateral do Manchester United, especialmente no primeiro jogo frente às Comores, em que a maioria dos colegas acusou a pressão, foi dos poucos a manter o nível.

Incluído no onze ideal da CAF para a fase de grupos, Mazraoui continuou a exibir-se em grande plano, desta vez à esquerda, quando Hakimi regressou ao onze titular.

Iliman Ndiaye também tem sido utilizado em várias posições pelo seu seleccionador Pape Thiaw. Por vezes joga atrás de dois avançados, outras vezes no meio-campo sobre a direita, mas é como extremo direito que o antigo jogador do Marselha foi mais perigoso nos dois últimos encontros, frente ao Mali nos quartos-de-final, onde foi eleito homem do jogo, e contra o Egipto na meia-final.

Ndiaye simboliza ainda, tal como Pape Gueye, a renovação geracional nos Leões da Teranga.

Idrissa Gueye - Neil El Aynaoui

Quem irá dominar o meio-campo: o experiente Leão senegalês ou a revelação marroquina do torneio?

Idrissa Gueye, prestes a completar 37 anos, disputa a sua sexta CAN, já participou nos seis jogos do Senegal até ao momento e deverá envergar a braçadeira de capitão na final frente ao Marrocos, na ausência de Kalidou Koulibaly, para aquela que será a sua 133.ª internacionalização.

Neil El Aynaoui, com 24 anos e 12 internacionalizações desde setembro de 2025, hesitou durante dois anos antes de se juntar à selecção dos Leões do Atlas, preferindo afirmar-se no clube antes de se comprometer com a equipa nacional.

Walid Regragui congratula-se por ter tido paciência e não ter desistido de chamar o filho do tenista Younès El Aynaoui, muito popular no reino marroquino. Chegando ao meio-campo onde já estavam Azzedine Ouhani e Sofyan Amrabat, o jovem acabou por se tornar, ao longo da competição, o patrão do sector intermédio marroquino, com o seu talento a brilhar perante o mundo na meia-final frente à Nigéria.

Siga o Senegal - Marrocos com o Flashscore