Recorde as incidências da partida
A caminhada das Águias de Cartago na 35.ª edição da CAN chegou ao fim após perderem 3-2 nos penáltis frente ao Mali, após um empate 1-1 no tempo regulamentar e prolongamento.
O encontro, disputado no Stade Mohammed V, ficou marcado por um revés precoce para a Tunísia, que viu o defesa Dylan Bronn abandonar o relvado devido a lesão. No entanto, o golpe para o Mali foi ainda maior, já que Wayo Coulibaly foi expulso após uma entrada imprudente sobre Hannibal Mejbri.
Apesar de jogar em superioridade numérica, a Tunísia não conseguiu ultrapassar o Mali até aos últimos dois minutos do encontro. Firas Chaouat saltou mais alto e cabeceou para o fundo das redes após cruzamento de Elias Saad, colocando as Águias de Cartago em vantagem por 1-0.
Contudo, a festa tunisina durou pouco, pois o Mali respondeu já em tempo de compensação. Uma mão de Yassine Meriah na área permitiu ao Mali igualar o marcador, com Lassine Sinayoko a converter com frieza o castigo máximo.
Após 120 minutos, o resultado manteve-se em 1-1, levando a decisão para os penáltis. O guarda-redes do Mali, Djigui Diarra, foi o herói ao defender dois penáltis, enquanto outro remate saiu por cima da barra.
Oportunidade desperdiçada
Após o encontro, Trabelsi reconheceu que a Tunísia deveria ter aproveitado o facto de o Mali jogar com menos um elemento para vencer, mas tal não aconteceu.
“Uma derrota é sempre uma derrota, mesmo que seja nos penáltis. É verdade que poderíamos ter garantido a qualificação, já que os nossos adversários jogaram com dez desde o final da primeira parte, mas não conseguimos”, afirmou Trabelsi.
“A responsabilidade pela derrota é do treinador, isso é certo. Os jogadores deram tudo o que tinham num jogo que controlámos em grande parte, e não lhes podemos apontar nada. Foi um jogo difícil. A Tunísia esteve por cima, mas infelizmente, depois de marcarmos, aconteceu algo inexplicável e cometemos um erro. Naturalmente, há uma enorme desilusão e dor após a eliminação da Tunísia da competição", acrescentou.
O selecionador do Mali, Tom Saintfiet, mostrou-se satisfeito após garantir um lugar nos quartos de final à custa da Tunísia e sublinhou que o objetivo é permanecer na competição até ao fim.
“Estou orgulhoso do guarda-redes e de todos os jogadores. Antes do jogo, disse-lhes que são campeões. Se tivéssemos jogado com onze, talvez tivéssemos tido ainda mais vantagens”, afirmou o técnico belga.
“Depois do cartão vermelho, mantivemo-nos calmos e adaptámo-nos à situação, porque o futebol também se joga com inteligência. Preparámo-nos muito bem para o jogo com a Tunísia, e os jogadores sabiam exatamente o que tinham de fazer", acrescentou.
O Mali vai agora defrontar o Senegal nos quartos de final. Sobre o encontro, Saintfiet afirmou: “Vamos defrontar o Senegal nos quartos de final. O Senegal será favorito, tal como Marrocos e a Tunísia eram nos nossos jogos anteriores. Temos um objetivo claro, que é continuar na competição.”
Os antigos campeões africanos garantiram a qualificação após uma reviravolta, vencendo por 3-1 frente ao Sudão. Os sudaneses adiantaram-se por intermédio de Aamir Abdallah, mas o Senegal respondeu com Gueye a bisar, antes de Ibrahima Mbaye, lançado do banco, fechar as contas.
